A reforma do Palácio da Cultura em Campos dos Goytacazes (RJ), é mais um capítulo de acusações entre o atual é o antigo governo.
Em visita técnica ao prédio a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Auxiliadora Freitas constatou infiltrações, trechos de iluminação expostos, modificações irregulares e setores sem condições de uso.
O Palácio da Cultura, prédio histórico onde abriga a biblioteca centenária Nilo Pessanha foi entregue no dia 30 de dezembro de 2020, sob alegação de ter sido todo reformado e pronto para receber manifestações artísticas e culturais.
“Constatei, com tristeza e perplexidade, o estado em que se encontra um espaço tão importante. Vimos um Palácio da Cultura sem condições de uso, que, na verdade, foi modificado de forma irregular, em sua reforma recente, de maquiagem do prédio, alterando suas caraterísticas. Já estamos providenciando um relatório que será entregue ao Prefeito Wladimir Garotinho, que, em breve, visitará o espaço”, afirmou Auxiliadora Freitas.
Na reforma alguns espaços do Palácio da Cultura não foram contemplados e seguem em estado de total abandono, como o Auditório Amaro Prata Tavares. Já o Pantheon dos Heróis de Campos está inacessível e, por suas vidraças da porta, é possível ver infiltrações nas paredes do espaço no qual estão os restos mortais de grandes campistas, como o abolicionista José do Patrocínio, por exemplo.
No subsolo do prédio, o estado de abandono se repete. No porão, fios soltos aparentam não haver ligação de energia no espaço. Nos jardins, matagal alto e entulhos chamam a atenção.
“A expectativa da nova gestão da cultura diante do abandono dos equipamentos mais antigos era de que encontraríamos espaços em condições de pronto funcionamento. No caso do Palácio da Cultura, há uma placa de entrega do equipamento cultural, informando que a obra teria sido concluída em dezembro de 2020, tendo sido amplamente divulgada pelo governo anterior. Entretanto o que constatamos, de fato, foi um engodo”, observou Auxiliadora.








