Relatório do Inca aponta despesas com algumas das mais de 50 doenças relacionadas ao uso do cigarro;
Da redação
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, em 2011, o Brasil gastou R$ 23 bilhões com o tratamento de algumas das mais de 50 doenças relacionadas ao fumo. A soma é 20 vezes superior ao orçamento anual de um município como Campos dos Goytacazes, maior beneficiário de royalties do petróleo no Norte Fluminense.
Além dos danos à saúde pública, a produção e o consumo de produtos derivados do tabaco geram importantes impactos socioambientais em todo o planeta – um deles é o uso de lenha para aquecer estufas que secam as folhas de tabaco e que leva ao desmatamento e ao desequilíbrio da biodiversidade em tempo de constantes mudanças climáticas. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Dia Mundial sem Tabaco 2017, lembrado nesta quarta-feira (31), a Organização Mundial de Saúde (OMS) adotou como tema da campanha Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento. A proposta consiste em um apelo para que os países-membros adotem medidas consistentes de controle do tabaco, incluindo a proibição de todo tipo de marketing e publicidade relacionados ao assunto, a adoção de embalagens simples para os produtos e o aumento de impostos especiais voltados para o setor.
Se o cigarro provoca uma sangria financeira no sistema de saúde pública, os números contabilizados com arrecadação de impostos que incidem sobre a sua comercialização demonstra que há um descompasso. No ano em que o sistema de saúde gastou R$ 23 bilhões com tratamento de doenças provocadas pelo fumo, o Brasil recolheu R$ 6 bilhões em com imposto que cobrados sobre a comercialização do produto.
“Mas o custo do tabagismo no Brasil, avaliado pela pesquisa, ainda está subestimado: não incluiu o custo gerado pelo absenteísmo, a perda de produtividade, as despesas das famílias, entre outros gastos indiretos relacionados ao tabaco”, destacou relatório do Inca.
Durante as atividades do Dia Mundial sem Tabaco nesta quarta-feira (30), está prevista a divulgação de novo estudo com dados atualizados sobre o impacto econômico do tabagismo no Brasil, incluindo custos com a perda de produtividade.
DANOS AMBIENTAIS
Além dos danos à saúde pública, a produção e o consumo de produtos derivados do tabaco geram importantes impactos socioambientais em todo o planeta – um deles é o uso de lenha para aquecer estufas que secam as folhas de tabaco e que leva ao desmatamento e ao desequilíbrio da biodiversidade em tempo de constantes mudanças climáticas. O alerta é da OMS.
Dados da entidade mundial mostram que destra droga lícita mata mais de 7 milhões de pessoas todos os anos e custa aos lares e aos governos mais de US $ 1,4 trilhão, em razão de despesas com saúde e da perda de produtividade.
“O tabaco ameaça a todos nós”, alertou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. “Ele exacerba a pobreza, reduz a produtividade econômica, contribui para pobres escolhas alimentares domésticas e polui o ar interior”, completou.
IMPACTOS DO TABACO SOBRE A NATUREZA
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– Resíduos de tabaco contêm mais de 7 mil produtos químicos tóxicos que envenenam o meio ambiente, incluindo carcinogênicos humanos.
– Emissões de fumaça proveniente do tabaco contribuem com milhares de toneladas de carcinogênicos humanos, tóxicos e gases de efeito estufa para o meio ambiente.
– Cerca de 10 bilhões dos 15 bilhões de cigarros vendidos todos os dias no mundo são descartados no meio ambiente.
– Bitucas de cigarro respondem por 30% a 40% de todos os itens coletados em limpezas costeiras e urbanas.
*Fonte Organização Mundial de Saúde
MULHERES E CRIANÇA
– Pobreza: cerca de 860 milhões de fumantes adultos vivem em países de baixa e média renda. Estudos mostram que nos lares mais pobres, gastos com produtos derivados do tabaco representam mais de 10% do orçamento, o que significa menos renda para alimentação, educação e saúde.
– Infância e educação: as plantações de tabaco comprometem o acesso de crianças à escola, já que entre 10% e 14% das famílias que vivem em fazendas onde o produto é cultivado perdem aula em razão do trabalho na lavoura.
– Mulheres: entre 60% e 70% dos trabalhadores de lavouras de tabaco são mulheres, o que as coloca em contato constante com produtos químicos perigosos à saúde.
– Saúde: o tabaco responde por cerca de 16% de todas as mortes provocadas por doenças crônicas não transmissíveis.*Fonte:
*Organização Mundial de Saúde









