Uma rede de monitoramento eletrônico tem reforçado a segurança de mulheres ameaçadas por agressores no Estado do Rio de Janeiro.
Atualmente, 538 vítimas de violência doméstica utilizam o chamado botão do pânico, dispositivo que permite pedir ajuda rapidamente diante de uma situação de risco.
Entre janeiro e julho de 2026, foram registrados 67 acionamentos. A ferramenta é destinada a mulheres com medidas protetivas determinadas pela Justiça e funciona de forma integrada à tornozeleira eletrônica utilizada pelo agressor.
O acompanhamento é feito pela Secretaria de Estado de Polícia Penal. O sistema permite identificar a localização do homem monitorado e detectar uma eventual aproximação da vítima, conforme os limites estabelecidos pela decisão judicial.
Se perceber uma situação de perigo, a mulher pode acionar o botão. O alerta chega à Polícia Penal, que inicia os procedimentos de segurança e comunica a Polícia Militar para que uma equipe seja enviada ao local.
Segundo o Governo do Estado, nenhuma das mulheres acompanhadas pelo sistema sofreu agressão em ocorrências relacionadas à aproximação do agressor após a atuação integrada das forças de segurança.
A tecnologia também vem sendo utilizada em outras estratégias de proteção. Neste ano, o botão do pânico começou a ser instalado em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estaduais para auxiliar médicos e outros profissionais em episódios de ameaça ou violência durante o trabalho.
A medida busca responder a um problema recorrente nas unidades de saúde. Dados divulgados pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) já apontaram uma frequência elevada de agressões e ameaças contra médicos durante o exercício profissional.
Com a ampliação do monitoramento eletrônico, o Estado aposta na tecnologia como ferramenta de prevenção e resposta rápida, principalmente em situações nas quais existe risco de reincidência da violência doméstica.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








