Na última sexta-feira (28/04), PM do Rio jogou bombas contra manifestantes que participava da greve geral;
Da redação
Em ato na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, representantes de sindicatos e movimentos sociais voltaram ao local, no centro do Rio, para protestar contra as reformas trabalhistas e da Previdência Social e a repressão policial aos atos de protesto ocorridos na última sexta-feira (28).
O ato de hoje, que marca o Dia do Trabalho, onde centenas de pessoas ocupam as escadarias da Câmara de Vereadores, onde na última sexta-feira (28) a polícia usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersão dos manifestantes, causando um corre-corre.
Sindicalistas, lideranças sociais e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acusam a Polícia Militar de ter agido de forma excessiva e ter inviabilizado o comício, que marcaria o fim da greve geral na cidade. Em nota, a PM diz que agiu para combater a ação de vândalos. No mesmo dia, grupos de manifestantes e policiais se enfrentaram em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alejr) e ônibus foram incendiados em outro ponto da cidade.
Na Cinelândia, trabalhadores e manifestantes portam hoje faixas e cartazes para protestar contra a “violência policial” ocorrida na última sexta-feira.
Em meio aos parlamentares, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), discursou criticando as reformas propostas pelo governo federal e contra a ação da polícia.
“O ato de hoje, ocorrendo na Cinelândia após os incidentes e a violência policial da última sexta-feira, torna-se ainda mais simbólico neste 1º de Maio. Nós estamos dizendo ao governo do estado e a Policia Militar que está praça é do povo e não da polícia. E que nós a ocuparemos sempre que for preciso”. Participaram da manifestação parlamentares do PT, como o senador Lindberg Farias e Wadih Damous (ambos do PT do RJ).
A deputada federal disse que os parlamentares e as lideranças sindicais irão denunciar os “atos de violência” da polícia em órgãos internacionais de direitos humanos, inclusive na Organização dos Estados Americanos (OEA).
Pouco depois das 13h, houve um princípio de tumulto envolvendo, segundo o locutor do evento, integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) que defendiam a volta da monarquia. O homem foi hostilizado por outros manifestantes. A confusão foi controlada e o ato teve continuidade.








