Em Campos dos Goytacazes, festa de Santo Amaro, além da peregrinação de devotos, é ponto de encontro entre políticos na caça aos votos |
Diz a mística que Santo Amaro caminhou sobre as águas. Na festa do padroeiro da Baixada Campista, na última sexta-feira, os pré-candidatos à prefeitura de Campos foram caminhar no distrito em busca de votos. Por lá passaram o líder da bancada do governo Rosinha na Câmara, Mauro Silva (PSDB), Dr. Chicão (PR), o secretário de governo Anthony Garotinho, o ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT) e o filho Caio Viana, o vereador Gil Viana (PSB) e o deputado João Peixoto (PSDC). O clima foi de intensa diplomacia.
Ela fica
A ex-prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PT), foi convidada a trocar de legenda. O presidente regional do PSB, Rubem Bomtempo, formalizou convite para que disputasse a sucessão municipal pelo partido. Ela preferiu ficar no PT. O voto em São João da Barra passa longe de ideologia. A opção é pelo candidato. Portanto, ficar ou sair do PT para a pré-candidata é indiferente.

Digitais da fraude 1
São fortes os indícios de fraude em licitação na Câmara de Vereadores de Macaé. Em Operação realizada pela Polícia Federal, na última quinta-feira, os agentes recolheram exemplares do jornal O Debate, que funcionou como órgão oficial do legislativo. A suspeita é de que o matutino servia ao esquema de duplicidade em publicações. Uma edição circulava normalmente enquanto que outra, do mesmo dia, com editais de licitação, circulava apenas internamente para efeitos de prestação de contas aos órgãos de controle externo. O expediente servia para burlar a ampla publicidade e a livre concorrência nos certames.
Digitais da fraude 2
O jornal, segundo as investigações, atuou da mesma forma na prefeitura de Carapebus. Aliás, O Debate entrou no olho do furacão após a eclosão da Operação Marco Zero, na mesma cidade. Durante uma busca e apreensão na sede do jornal, há seis meses, foram encontrados os indícios de que o esquema funcionou no legislativo macaense. O Debate já tem uma condenação à revelia, em segunda instância, por fraude em licitação na prefeitura de Macaé. A condenação proíbe a participação da empresa em certames públicos e recebimentos de verbas oficiais. Mas o grupo, segundo investigações, estaria atuando por meio de outra empresa que participa dos certames e terceiriza as publicações no matutino.
Cabide oficial

A Fenorte é uma fundação estadual que funciona como fonte de despesa para o governo do Estado nesses tempos de crise, mas é uma mãe generosa para indicações políticas em cargos de confiança. Cerca de 40 apadrinhados continuam dependurados nesta teta. Recentemente os deputados, com lobby da bancada do interior, rejeitaram pedido de extinção da Fundação. A medida permitiria que os servidores concursados fossem incorporados ao quadro da Universidade Estadual do Norte Fluminense.
Quanta maldade!
A artimanha política para blindar os apadrinhados da Fenorte foi um desarranjo para fazer a alegria da turma da boquinha no lombo do contribuinte. Só que a maldade é grande contra esta mamata. Já tem gente preparando uma lista com os nomes de todos os DAS da Fundação para torná-la pública nas redes sociais. Por lá, quem diria, sobrevive uma turma faceira que anda pelas redes sociais baixando o porrete no governo Rosinha Garotinho.








