*Da redação
Campos dos Goytacazes (RJ), a cidade de 500 mil habitantes no Norte Fluminense, é a terra onde o garotismo tenta renascer das cinzas a partir da sucessão municipal de 2020.
A aposta do clã é a candidatura do deputado Wladimir Garotinho (PSD), filho dos ex-governadores Rosinha e Anthony Garotinho.
Em recente pesquisa do Instituto Data VIU! Estratégia (DVE) sobre a sucessão municipal na cidade, o parlamentar aparece herdando o espólio dos votos dos pais, principalmente na área popular.
Na pesquisa espontânea Wladimir aparece com 10% das intenções de votos, tecnicamente empatado com Caio Vianna (PDT). Filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna, Caio tem 9% das intenções de votos. Na pesquisa estimulada, Wladimir chega a 25% e Caio Vianna a 15,75%.
O clã Garotinho também terá que enfrentar a máquina do prefeito Rafael Diniz (Cidadania), candidato à reeleição.
A conquista da Prefeitura de Campos é simbólica para a família, porque foi nesta cidade, a partir de sua segunda eleição como prefeito, em 1996, que Anthony Garotinho iniciou sua escalada rumo a conquista do governo do Estado em 1998.
A eleição de Wladimir em Campos pode representar o realinhamento de um projeto visando o governo do Estado em 2022, já que a imagem de Anthony Garotinho e Rosinha é cristalizada entre o eleitorado de baixa renda, segmento profundamente atingido pelo desemprego e desmantelamento dos programas sociais.
O casal vai bem, sobretudo, entre eleitores de cidades como São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, e nos municípios da Baixada Fluminense. Garotinho e Rosinha, atualmente, estão acuados por conta de condenações judiciais, mas tentam reverter os processos por meio de recursos no âmbito dos tribunais em Brasílias.
A reconquista da Prefeitura na cidade natal, ainda que seja um evento em nível local, possibilitaria margem de manobras para tentar reverter a situação jurídica até a chegada do prazo para definições de candidaturas na sucessão estadual.
Wladimir tem se demonstrado persuasivo entre correntes adversárias dos pais. Na cidade de Campos, por exemplo, já realinhou-se com segmentos da imprensa que estavam em campo adversário na eleição de 2016. Esses veículos estão abrindo espaço para ataques ao governo do Prefeito Rafael Diniz, adversário que impôs uma derrota do grupo no primeiro turno.
Mas para o renascimento no berço político, o arco de alianças terá que se ampliar com correntes políticas do Rio de Janeiro, ainda que o clã tenha que enfrentá-las no campo adversário em 2022.








