O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso na manhã desta terça-feira (5) durante uma operação da Polícia Federal no estado do Rio de Janeiro. A ação integra mais uma fase de uma investigação que apura a existência de um esquema estruturado de fraudes em contratos públicos, com suspeitas de desvio de recursos da secretaria de Educação.
Segundo as autoridades, o parlamentar é apontado como um dos alvos centrais da operação, que busca desarticular um grupo suspeito de manipular processos licitatórios e favorecer empresas previamente escolhidas.
Esta é a 4ª fase da Operação Unha e Carne, no âmbito da ADPF (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental), que apura o envolvimento de agentes públicos com o crime organizado.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que o grupo atuava de forma organizada para direcionar contratos públicos, principalmente em áreas sensíveis da administração estadual, como fornecimento de serviços e materiais.
Cinco tópicos investigados pela PF
- direcionamento de licitações
- superfaturamento de contratos
- pagamento de vantagens indevidas
- uso de empresas para ocultação de valores
A investigação também busca identificar o fluxo financeiro do esquema e o papel de cada envolvido.
Outros implicados seguem sob sigilo
Apesar da prisão de Thiago Rangel, a Polícia Federal não divulgou oficialmente a lista completa dos demais investigados ou presos nesta fase da operação. No final da tarde, a reportagem teve acesso aos nomes dos demais alvos de pedido de prisão preventiva: Luiz Fernando Passos (empresários e suposto operador financeiro), Rui Carvalho Bulhões Júnior (ex-chefe de gabinete de Rodrigo Bacellar), Marcos Antônio Brandão Alves, Júcia Gomes de Souza Figueiredo (ex-coordenadora regional da Seduc, no Noroeste Fluminense), Fábio Pourbaix Azevedo (ex-assessor de Thiago Rangel) e Vinicius de Almeida Rodrigues.
O grupo investigado inclui:
- empresários ligados a contratos públicos
- operadores financeiros do esquema
- possíveis agentes públicos
Mandados e apreensões
Além da prisão do deputado, a operação cumpriu diversos mandados de busca e apreensão em municípios do estado, incluindo regiões do interior fluminense.
Durante as diligências, foram recolhidos documentos, computadores e celulares. Os materiais que podem auxiliar na identificação de outros envolvidos. Todo o conteúdo apreendido será analisado pela Polícia Federal.
Outro lado
Até a última atualização desta reportagem, a defesa de Thiago Rangel não havia se manifestado oficialmente sobre a prisão ou as acusações.
Thiago Rangel é deputado estadual pelo Rio de Janeiro e possui base eleitoral no interior do estado, especialmente na região Norte Fluminense. Ele já havia sido citado em investigações anteriores relacionadas a contratos públicos, o que amplia a repercussão do caso.
A prisão de um parlamentar em exercício reforça o alcance da operação e evidencia a suspeita de um esquema que pode envolver diferentes níveis da administração pública.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas fases da operação não estão descartadas, o que pode levar à identificação e responsabilização de outros envolvidos.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








