Na noite desta terça-feira (14), será possível observar o fenômeno conhecido como Superlua. Ele acontece quando a Lua Cheia ou a Lua Nova coincidem com o momento em que o astro está mais próximo da Terra, chamado de perigeu. Quando isso acontece, a Lua pode parecer maior e mais brilhante.
O astrônomo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Daniel Mello explica que o tamanho do astro não se altera, apenas a percepção do tamanho ao olhar humano. Em geral, o fenômeno ocorre de duas a três vezes por ano. Em 2022, segundo o pesquisador, será possível ver a Superlua tanto em junho, quanto em julho, e a próxima ocorrência será apenas em 2023.
“Como a Lua está mais próxima da Terra, ela realmente fica mais brilhante do que as outras luas cheias, mas a questão é que, na hora de observar, fica complicado de comparar com as outras luas cheias que a pessoa já viu. Mas se você conseguir comparar por meio de fotos, é possível perceber a diferença com mais facilidade. Trata-se de um aumento de cerca de 11% no tamanho”, afirma o astrônomo e coordenador no Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A dica do astrônomo é observar o fenômeno por volta das 18h, quando a Lua começa a aparecer.
“O evento é visível em todo Brasil, começa por volta das 18h e vai até 6h do dia 15. São praticamente 12 horas de observação. A meu ver, o melhor momento para observar é quando ela está surgindo. Se olhar para Leste por volta das 18h, vai ver ela bem baixa no horizonte, ganhando uma visão de que é muito maior do que ela é”, afirma o pesquisador.
Observação no Planetário do Rio
O planetário do Rio de Janeiro, na Gávea, abrirá as portas para estudantes e interessados observarem o céu a partir das 18h. Astrônomos também irão acompanhar a sessão, gratuita, para tirar dúvidas sobre o fenômeno. A entrada está sujeita à lotação do espaço e acontece mediante distribuição de senhas.
Serão distribuídas 100 senhas para entrada às 17h30, 30 minutos antes do início da atividade. O planetário ressalta que a observação do céu depende das condições meteorológicas e pode ser cancelada caso o tempo esteja nublado ou chuvoso.
Segundo o sistema Alerta Rio, não há previsão de chuva para o período da noite e o céu deve ficar parcialmente nublado.
Chamada de “Lua de Morango”, esta será apenas a primeira Superlua de 2022, com uma segunda ocorrência em julho, denominada “Lua dos Cervos”. Mas, por que a fase cheia da Lua recebe essas designações?
Primeiro, é preciso deixar claro que esses nomes se mantêm independentemente de ser uma Superlua ou não. No caso da lua cheia de junho, embora a definição “de morango” pareça indicar uma mudança na coloração do corpo celeste, o apelido está relacionado, na verdade, ao período de colheita de morangos nos EUA, e foi escolhido por povos norte-americanos originários que iam para o campo para o plantio de frutas, verduras e legumes.
Já julho marca a época em que crescem os chifres dos cervos machos, por isso a lua cheia desse mês é “dos Cervos”, de acordo com o Old Farmer’s Almanac (Almanaque do Velho Fazendeiro), uma das publicações mais tradicionais dos EUA. Os chifres dos cervos passam por um ciclo anual de queda e regeneração, tornando-se progressivamente maiores com a idade dos animais.
Embora o fato de estar no perigeu faça com que a Lua pareça maior, ela, obviamente, não aumenta de tamanho. Segundo estimativas da NASA, durante esse momento de aproximação máxima com a Terra, a percepção da Lua cresce 14% em relação ao apogeu (ponto mais distante da órbita), chegando a ficar até 30% mais brilhante.
Desta vez, o perigeu da lua se dará exatamente às 8h52 da manhã (pelo horário de Brasília). Isso significa que o pico só poderá ser visto em algumas regiões do planeta. No entanto, especialistas apontam que, por volta das 20h, ela ocupará uma posição favorável para ser vista do Brasil (8º a leste) e estará 99,5% iluminada.
Se o seu ponto de observação não for conveniente (caso o céu esteja nublado, ou o frio desanime a sair de casa para contemplar o fenômeno), é possível acompanhar tudo pela internet.
Com informações da CNN e Olhar Digital.








