Após disparar mais de 20 tiros de fuzil e lançar duas granadas contra policiais federais neste domingo (23), o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) se entregou à Polícia Federal por volta das 19 horas de hoje. Sem foro privilegiado, ele passou cerca de 8 horas desrespeitando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-deputado feriu uma policial e um delegado durante o cumprimento de mandado de prisão no município de Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, onde fica sua casa. Os dois agentes foram atendidos em um hospital e já tiveram alta.
Por meio de câmeras do circuito interno de segurança de casa, Jefferson monitorou a movimentação da equipe de três agentes que estava à porta de sua propriedade. Ele disparou contra a viatura, que teve o parabrisas estilhaçado.
Quando a viatura parou em frente ao portão, o ex-deputado filmou a tela da câmera de segurança. Irritado com a situação, Jefferson disse que não se entregaria.
“Eu não vou me entregar. Eu não vou me entregar porque acho um absurdo. Chega, me cansei de ser vítima de arbítrio, de abuso. Infelizmente, eu vou enfrentá-los”, diz Jefferson em vídeo gravado dentro da casa do ex-deputado, em Comendador Levy Gasparian (140 km do Rio).
Além da ordem de prisão anterior, expedida pela manhã, do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes determinou que a PF prendesse Jefferson por tentativa de homicídio. A pena de tentativa de homicídio equivale à do crime consumado, que varia de 6 a 20 anos.
Ataques
O Supremo Tribunal Federal (STF) obteve informações de que o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) subiria o tom de seus ataques às instituições.
Ele teria um arsenal de armas em casa de forma irregular. As informações são da Mônica Bergamo, na “Folha de S. Paulo”.
A decisão de prender o ex-parlamentar foi tomada porque, de acordo com a lei eleitoral, a partir da próxima terça-feira (25), ele não poderia mais ser detido. De acordo com tal regra, ninguém pode ser preso a não ser em flagrante cinco dias antes do pleito.
Após o ataque aos policiais, Roberto Jefferson aguardou, a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL), por cerca de 6 horas a chegada do ministro da Justiça, Anderson Torres, no município de Levy Gasparian (RJ), para se entregar e voltar para a prisão. Vale ressaltar que o ministro da justiça não participou da prisão dos presidentes Michel Temer (PMDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).








