Esquema montado no governo do Estado fez remessas de R$ 300 mil em criptomoeda, diz Receita Federal;
Foto acima: ex-governador Sérgio Cabral – Autor: Bruno Itan/GERJ
Os investigados na Operação Pão Nosso, deflagrada nesta terça-feira (13), lavaram dinheiro por meio de remessas de bitcoin, afirma a Receita Federal. Foram quatro operações totalizando R$ 300 mil em moeda digital.
“Palavras como doleiros, contratos com governo, laranja e lavagem de dinheiro são comuns nessa operação. O que nos chamou a atenção com relação a essa operação é que pela primeira vez aparecem operações envolvendo bitcoin. Isso realmente é uma novidade. As pessoas estão tentando sofisticar de alguma forma, talvez tentando voar abaixo do radar da Receita Federal, do Banco Central e do Coaf”, afirmou Luiz Henrique Casemiro, da Receita Federal.
Casemiro afirma que os criminosos buscavam receber dinheiro no exterior com um instrumento que “não é regulado na maioria dos países”.
A operação é um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro e investiga um possível superfaturamento na compra de pães pelos presídios estaduais do Rio de Janeiro. Teriam sido desviados R$ 73 milhões por meio de fraudes e superfaturamento. O Estado pagava duas vezes pelos pães fornecidos aos presidiários.
Foram emitidos 16 mandados e 7 pessoas foram presas até agora, diz o G1. Entre os presos estão o delegado Marcelo Martins, chefe das delegacias especializadas, e o ex-secretário penitenciário de Sérgio Cabral (MDB), César Rubens Monteiro de Carvalho.
*Agência Sputnik News








