O ex-deputado americano George Santos, filho de brasileiros, voltou ao centro das atenções após ser perdoado pelo ex-presidente Donald Trump. O político republicano, que cumpria pena por fraude financeira e falsidade ideológica, teve sua libertação imediata determinada nesta sexta-feira (17).
Nascido em Nova York, em 1988, filho de imigrantes brasileiros, George Anthony Devolder Santos construiu uma carreira política meteórica. Ele foi eleito para a Câmara dos Representantes em 2022 com um discurso conservador e fiel ao trumpismo. Pouco tempo depois, veio à tona uma série de mentiras sobre sua trajetória pessoal e profissional, revelando que o parlamentar inventou parte de sua biografia.
Santos alegava ter trabalhado em grandes bancos, como Goldman Sachs e Citigroup, além de possuir diploma universitário — tudo falso. Também dizia ter ascendência judaica e familiares vítimas do Holocausto, o que foi desmentido pela imprensa americana.
As investigações federais descobriram um esquema de fraudes financeiras, que envolvia uso indevido de dados de doadores, desvio de recursos de campanha e roubo de identidade. Parte do dinheiro arrecadado era utilizada para despesas pessoais, como roupas de luxo e viagens internacionais.
Condenado por 23 crimes federais, Santos chegou a firmar um acordo judicial reconhecendo parte das acusações. O perdão concedido por Trump, no entanto, dividiu opiniões. Enquanto aliados republicanos elogiaram a medida, opositores e juristas apontaram abuso de poder presidencial e “proteção política” a um aliado condenado.
O caso reacende o debate sobre o alcance da prerrogativa presidencial de perdão nos EUA, tema que já gerou controvérsias em outros governos, como os de Richard Nixon, Bill Clinton e do próprio Trump, que também beneficiou aliados condenados durante seu primeiro mandato.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








