Empreiteira caiu na delação de cinco pessoas que estão colaborando com a Operação Lava Jato |
Da Reuters
A Polícia Federal lançou nesta terça-feira a 33ª fase da operação Lava Jato tendo como principal alvo a construtora Queiroz Galvão e sua participação no chamado cartel das empreiteiras.
Batizada de “Resta Um”, a operação atinge os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco e Minas Gerais. Foram expedidos 32 mandados judiciais, incluindo dois de prisão preventiva e um de prisão temporária.
“As investigações indicam que a Queiroz Galvão formou, com outras empresas, um cartel de empreiteiras que participou ativamente de ajustes para fraudar licitações da Petrobras”, traz comunicado do Ministério Público Federal.
“Além dos ajustes e fraude a licitações, as evidências colhidas nas investigações revelam que houve corrupção, com o pagamento de propina a funcionários da Petrobras. Executivos da Queiroz Galvão pagaram valores indevidos em favor de altos funcionários das diretorias de Serviços e de Abastecimento.”
Segundo o comunicado, o pagamento de propinas está comprovado “por farta prova documental” que corroborou a delação de pelo menos cinco pessoas, três delas dirigentes de empreiteiras.
A nova fase quer aprofundar também a investigação de pagamento de milhões de dólares de propinas em contas secretas no exterior. Quer ainda conseguir mais provas sobre a obstrução à investigação realizada pela CPI da Petrobras em 2009.
Procurada pela Reuters, a Queiroz Galvão não pôde ser contatada imediatamente.
A Lava Jato investiga um bilionário esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, empreiteiras, partidos e políticos e já condenou diversas pessoas em seus dois anos de operação.








