Neste domingo (1º), aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro realizaram a primeira manifestação de 2026 em São Paulo, na Avenida Paulista.
O ato, intitulado “Acorda Brasil”, ocorreu simultaneamente em outras capitais e reuniu políticos e apoiadores em defesa do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, considerados pelos organizadores como violadores da lei, e com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, foi o último a discursar em São Paulo. Ele concentrou críticas ao governo petista, mencionou suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e questionou os gastos da gestão atual.
Flávio Bolsonaro fez acenos ao eleitorado feminino, afirmando que, sob seu governo, “as mulheres serão, de verdade, abraçadas e protegidas, sem hipocrisia”. Ele também declarou que o grupo valoriza o STF, mas acusou a Corte de atuar “a pretexto de defender a democracia para atingir Bolsonaro”.
Antes de Flávio, parlamentares e líderes conservadores intensificaram ataques ao Supremo. O deputado Nikolas Ferreira defendeu o impeachment de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e afirmou que pretende derrubar o veto presidencial ao projeto da dosimetria.
O pastor evangélico Silas Malafaia acusou Moraes de corrupção, citando contratos do escritório da esposa do ministro com o Banco Master. Outros parlamentares, como Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy, Gustavo Gayer, Bia Kicis, e o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, também discursaram criticando o governo federal e a Corte.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou por chamada de vídeo dos Estados Unidos, agradecendo o apoio ao pai e defendendo a candidatura do irmão. Durante o ato, o público exibiu faixas com mensagens como “Libertem Bolsonaro”, “Fora Moraes” e “Fora Lula”, demonstrando insatisfação com o governo federal e a atual composição do STF.
Entre os presentes estavam ainda os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, além do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, reforçando a importância política do ato como mobilização de aliados do ex-presidente.
*Da Agência Fonte Exclusiva








