O prefeito de Macaé, Welberth Rezende, está abrigado em um bunker na cidade de Kfar Saba, em Israel, durante o confronto armado entre Israel e Irã. Rezende está no país a convite do governo israelense para uma missão técnica sobre cidades inteligentes, segurança pública e infraestrutura urbana.
Com o agravamento do conflito nesta sexta-feira (13), quando Israel lançou um ataque contra alvos nucleares e militares no Irã, seguido de uma retaliação iraniana com o disparo de mísseis, a programação da missão foi suspensa. “A sirene tocou há alguns minutos. Ficamos cerca de 20 a 30 minutos abrigados. Esse é o tempo estimado entre o lançamento do míssil no Irã e sua chegada aqui”, relatou o prefeito.
Welberth contou que passou o dia entrando e saindo do abrigo várias vezes, conforme os alertas de segurança soavam. “Estamos com mais de 50 pessoas trancadas juntas. Dá para ouvir tudo, mas não conseguimos ter noção da distância ou da dimensão dos ataques. A guerra aconteceu. E estamos vivendo esse momento de insegurança”, afirmou.
O prefeito revelou que, apesar da tensão, sente-se protegido. “Estamos em um bunker projetado para resistir a impactos poderosos. Por mais que estejamos em um clima de guerra — porque é isso mesmo — me sinto seguro nesse espaço”, completou.
Cerca de 25 autoridades brasileiras, incluindo prefeitos e representantes de outros países sul-americanos, como Argentina, Paraguai e Panamá, estão em locais protegidos. O espaço aéreo de Israel foi fechado e não há previsão de retorno ao Brasil. A Embaixada brasileira em Tel Aviv coordena os esforços de repatriação.
A escalada do conflito teve início com o ataque de Israel a instalações estratégicas no Irã, como a usina de Natanz, centro do programa de enriquecimento de urânio iraniano. O Irã respondeu com o lançamento de mísseis e drones, além de ameaças de novas retaliações. Autoridades iranianas de alto escalão, como o chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri, teriam sido mortos nos ataques israelenses.
Enquanto aguarda novas instruções, o prefeito de Macaé segue em contato com autoridades brasileiras e familiares, e destaca a importância da ação coordenada entre os governos para garantir o retorno seguro de todos os envolvidos.
*Da Agência Fonte Exclusiva








