Procuradora Raquel Dodge tenta suspender decisão monocrática de Lewandowski que suspende ação penal contra ex-governador do RJ;
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) rapidez no julgamento do recurso apresentado contra a decisão do ministro Ricardo Lewandowski que suspendeu, em abril, o andamento de uma ação penal da Justiça Eleitoral contra o ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro Anthony Garotinho. O pedido foi protocolado nesta terça-feira (24). As informações são da Agência Brasil.
No processo, Garotinho foi condenado a 9 anos e 11 meses de prisão pelo crime de corrupção eleitoral, mas a defesa pediu a suspeição do promotor de Justiça Leandro Manhães, responsável pelo caso durante a fase de apuração policial. Após a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro marcar o julgamento da apelação da defesa contra a condenação, Lewandowski suspendeu temporariamente a tramitação até o julgamento final do caso pelo Supremo.
Ao se manifestar sobre o caso, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que o recurso contra a decisão de Lewandowski seja julgado imediatamente pela Corte em função do período eleitoral. Garotinho é pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PRP. A convenção do partido está marcada para o dia 5 de agosto.
“Aqui, vale notar que, caso a 2ª Turma do STF venha a julgar o habeas corpus e o agravo interno apenas após a data do pleito eleitoral, Anthony Garotinho estará livre para disputar as eleições e, se eleito, poderá ser diplomado normalmente”, argumentou Raquel Dodge.
OUTRO LADO
Por meio de nota enviada ao Portal VIU!, o ex-governador Anthony Garotinho aponta o que considera falhas no processo:
“A ‘Operação Chequinho’ é um jogo político. O promotor não poderia ter atuado no caso, já que é denunciado por mim desde 2015. Isso o coloca sob suspeição. Já o juiz (Ralph Manhães), por sua vez, agiu com parcialidade, a ponto de destituir um advogado dativo nomeado por si mesmo”, diz a nota.
Garotinho cita outras “ilegalidades”: “Lembro que não existe sequer um favorecido do Cheque Cidadão dizendo que recebeu o benefício por meu intermédio. Houve ainda uma série de ilegalidades no decorrer do processo e um claro cerceamento de defesa. A delegada-chefe da Polícia Federal à época dos acontecimentos chegou a afirmar, em um depoimento tornado público recentemente, que o delegado da dita ‘Operação Chequinho’ praticou uma série de irregularidades a fim de forçar depoimentos contra mim. Entre essas irregularidades, prisão de pessoas inocentes e tortura”.
*Texto atualizado em 24/07/2018 às 22h53min








