A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (1º de março), novo reajuste nas refinarias de 4,8% na gasolina e 5% no diesel. Isso significa uma alta de R$ 0,12 no preço da gasolina para R$ 2,60 por litro e um acréscimo de R$ 0,13 no diesel para R$ 2,71 por litro. O reajuste passa a valer nesta terça (2).
Já o preço médio do gás de cozinha (GLP) para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,05 por kg (equivalente a R$ 39,69 por 13kg), refletindo um aumento médio de R$ 0,15 por quilo (equivalente a R$ 1,90 por 13kg).
Trata-se do segundo aumento em três semanas. Aliás, a alta dos preços foi o estopim para a troca no comando da Petrobras, anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro. A substituição de Roberto Castello Branco pelo general Joaquim Silva e Luna.
“Os preços praticados pela Petrobras têm como referência os preços de paridade de importação e, dessa maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo.”
O litro da gasolina atingiu R$ 6,10 no único posto de gasolina do município de Santa Rosa do Purus, que fica em uma área de difícil acesso no interior do Acre. O diesel comum ultrapassou os R$ 5.
O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Gás Liquefeito de Petróleo e Lubrificantes do Estado do Acre (Sindepac) informou que não regula, monitora, ou controla os preços de combustíveis. O sindicato disse que cada revendedor compra e vende de acordo com o seu custo operacional.
Em relação ao preço praticado em Santa Rosa do Purus, o Sindepac disse que não pode falar pelo proprietário, pois ele é quem dispõe de informações sobre os custos de frete, impostos e outros itens que incidem com o valor de revenda. Porém, informou que quanto mais isolada a região maior é o custo para o transporte de mercadorias.
“O Acre, em si, é um exemplo disso. O combustível vem de distribuidoras distantes e isso eleva o frete, o que acaba refletindo no preço final ao consumidor”, disse a nota assinada pela presidente do Sindepac, Karyenne Machado.
Uma moradora do município, que não quis se identificar, lamentou o preço do litro da gasolina e afirma que o valor é um “assalto”. Além disso, o fato de ter apenas um posto na cidade piora a situação, segundo ela.
“Aqui tem pouquíssimos carros particulares, a maioria é de órgãos públicos. Mas as motos particulares são muitas e, infelizmente, não tem como parar de usar. A população é quem sofre com os preços e até já se acostumo. Além da gasolina, a botija de gás, por exemplo, está custando R$ 100”, disse.
As informações são da CNN e do G1.








