Citada na coluna de Lauro Jardim, de O Globo, e no site Brasil 247, decisão fora dos autos em Campos dos Goytacazes-RJ gera controvérsias;
Da redação
É péssimo para o judiciário de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e o Ministério Público local, o nível de aparente partidarização no processo decorrente da Operação Chequinho, que tem entre os réus beneficiários de programas sociais e o ex-governador Anthony Garotinho (PR).
Do outro lado do balcão estão o juiz da 100ª Zona Eleitoral Ralph Manhães e o promotor Leandro Manhães. Eles são acusados pelo ex-governador de promoverem uma perseguição pessoal por razões citadas em outras ocasiões que é preferível não entrar no mérito. Tudo indica que não terminará bem.
É previsível que isso gere a qualquer instante uma reprimenda bem pior do que as já manifestadas em recentes julgamentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando várias decisões de primeira instância neste processo foram anuladas por recursos interpostos pelos advogados de defesa.
Nesta sexta-feira (28), em seu blog, o ex-governador fala sobre uma suposta decisão do juiz fora dos autos. Se isso é fato, é grave.
Independente das denúncias de Anthony Garotinho, o Portal VIU! continua afirmando que este processo caminha solenemente para anulação em outras instâncias. Os vícios são gritantes desde a origem na Delegacia da Polícia Federal de Campos.
Confira a postagem de Garotinho:
Pense em uma dezena de arbitrariedades e ilegalidades.
Pensou?
Agora multiplique por 200 vezes.
Isso é a OPERAÇÃO CHEQUINHO.
Depoimentos obtidos sob tortura, cerceamento de defesa, desrespeito ao princípio do contraditório.
Ilegalidades em série.
Testemunhas de acusação que receberam emprego ou cargo comissionado na prefeitura para mentir.
Depoimentos de testemunhas acusatórias gravados e amplamente divulgados; no dia do meu depoimento o sistema de gravação deu defeito.
Pura coincidência…
Não acredito que somente um promotor irresponsável, que acusa ministro do supremo TRIBUNAL Federal de manipular o sistema de distribuição de processos, ou um delegado manifestamente incapaz de agir com isenção e justiça ou ainda um juiz, que se porta como FARAÓ e afronta lei , as normas, muda prazos, desrespeita instâncias superiores da justiça, tudo ao arrepio da lei, estejam agindo por conta própria.
DEVE HAVER ALGO MAIOR.
Talvez Ruy Barbosa nos tempos de hoje repetiria uma de suas frases preferidas : “quem não luta por seus direitos não é digno deles.”
Vamos denunciar a farsa da Operação Chequinho feita para dar aparência de legalidade à vitória de Rafael Diniz. E agora quando seu governo desmorona diante dos olhos e corações de um povo revoltado, enganado, é preciso, mesmo que suprimindo prazos ou passando por cima da lei, condenar o GAROTINHO.
É necessário calar a voz de quem defende o povo.
Voltando às reflexões de Ruy Barbosa, vendo o que se passa em Campos, talvez repetisse: “embora acabe eu, a minha fé não acabará; porque é a fé na verdade, que nos livra dos interesses sujos; essa é a fé invencível.”
Ralfh Manhães
Leandro Manhães
Glaucenir Oliveira
Paulo Cassiano e outros que integram o sistema politico-midiático-jurídico sabem porque e por quem estão fazem isso.
Outro dia, em entrevista à Folha de São Paulo, o presidente do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, ministro GILMAR MENDES citou uma memorável frase do patrono do direito brasileiro para definir o que se passa no Brasil hoje.
“O BOM LADRÃO SALVOU-SE MAS NÃO HÁ SALVAÇÃO PARA O JUIZ COVARDE.”
Amigos, força e coragem para cima do medo.
ANTHONY GAROTINHO.
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