Representantes do Brasil e da Argentina participaram, na última quinta-feira (30), de uma reunião voltada ao fortalecimento da cooperação no setor nuclear, com ênfase no uso exclusivamente pacífico dessa tecnologia.
O encontro foi promovido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e ocorreu durante a 11ª Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), realizada sob a coordenação da Organização das Nações Unidas.
Na ocasião, autoridades dos dois países voltaram a defender o fortalecimento das regras internacionais que limitam a disseminação de armas nucleares, além de reafirmarem posição contrária ao uso bélico dessa tecnologia.
O debate ocorre em meio a um cenário internacional que exige maior vigilância e cooperação entre nações no campo da segurança.
Durante a programação, o secretário-geral da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares, Marco Marzo, apresentou uma análise sobre os mecanismos globais de controle nuclear.
Em sua fala, ele destacou que o TNP continua sendo a principal ferramenta internacional para impedir o avanço de armamentos nucleares e promover o uso responsável da energia atômica.
Segundo Marzo, além de contribuir para a estabilidade global, o tratado também incentiva aplicações pacíficas da tecnologia nuclear, como na produção de energia e em tratamentos na área da saúde.
Parceria binacional em destaque
A cooperação entre Brasil e Argentina foi novamente apontada como exemplo de integração bem-sucedida. Por meio da atuação conjunta na ABACC, os dois países mantêm um sistema compartilhado de monitoramento de materiais nucleares, considerado referência internacional em transparência e confiabilidade.
O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da CNEN, Francisco Rondinelli, ressaltou que a relação de confiança construída ao longo dos anos é essencial para garantir o avanço seguro das atividades nucleares.
Ele destacou que a colaboração entre as duas nações fortalece tanto o desenvolvimento tecnológico quanto a credibilidade internacional.
O encontro reforça o papel de Brasil e Argentina como parceiros estratégicos na promoção da segurança global e no uso responsável da energia nuclear, em um contexto que demanda diálogo contínuo e compromisso com normas internacionais.
*Da Agência Fonte Exclusiva








