A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (10) a 69ª fase da Operação Lava Jato, denominada Mapa da Mina. O trabalho está sendo realizado em cooperação com o Ministério Público Federal e com a Receita Federal, informa a assessoria de comunicação da PF.
Nesta fase a Operação investiga pagamentos suspeitos de R$ 193 milhões da Oi/Telemar para empresas do filho do ex-presidente Lula, Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha.
De acordo com o Ministério Público Federal, tais pagamentos foram realizados sem justificativa econômica plausível enquanto o grupo Oi/Telemar foi beneficiado por diversos atos praticados pelo Governo Federal.
Contratos e notas fiscais colhidas pela operação, além da quebra de sigilo bancário e fiscal que demonstrariam que as empresas do grupo Oi/Telmar contrataram as empresas de Lulinha sem cotação de preços e com pagamentos acima dos valores contratados e praticados no mercado, bem como teriam realizado pagamentos por serviços não executados.
De acordo com a Lava-Jato, as evidências apontam que os serviços contratados pelo grupo econômico foram contratados em patamares ínfimos ou sequer foram prestados.
Cerca de 200 policiais federais, com o apoio de 15 auditores fiscais da Receita Federal, cumprem 47 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e no Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal em Curitiba/PR.
ENTENDA O CASO
O inquérito teve início a partir de indícios obtidos na 24ª fase da Operação Lava Jato e tem como foco principal a apuração de crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa, tráfico de influência internacional e lavagem de dinheiro envolvendo contratos e/ou acertos suspeitos que geraram repasses milionários a grupo econômico integrado por pessoas físicas e jurídicas investigadas naquela fase.
Os contratos sob investigação foram celebrados com as companhias operadoras de telefonia, internet e TV por assinatura atuantes no país e no exterior e as evidências indicam que os serviços contratados nos principais casos foram realizados em patamares ínfimos ou não foram prestados, apesar dos pagamentos recebidos integralmente.
O montante dos repasses apurado até o momento chega a R$ 193 milhões, ocorridos entre 2005 e 2016.
O nome da operação foi extraído de arquivo eletrônico de apresentação financeira interno do grupo econômico, contido em material apreendido na 24ª fase da Lava Jato, o qual indicaria como “mapa da mina” as fontes de recursos advindas da maior companhia de telefonia investigada. O real significado da expressão também é objeto das apurações.
Será concedida coletiva de imprensa, às 10h, no auditório da Superintendência Regional da PF em Curitiba-PR.








