Sérgio Moro só continua ministro da Justiça e da Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro por não ter para onde ir, diz o deputado Delegado Waldir (PSL-GO) em entrevista publicada por José Cassio no DCM.
O parlamentar compara o ex-todo poderoso juiz da Lava-Jato a um morto vivo no ministério.
Tornou-se uma figura decorativa, porque Bolsonaro juntou-se ao presidente do STF, Dias Toffoli, além de indicar Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República, para salvar a pele de filho Flávio Bolsonaro, encrencado com o caso das rachadinhas com assessores no período em que foi deputado estadual no Rio de Janeiro.
Nesta terça-feira (29), às 23h, Flávio será entrevistado pelo jornalista Ricardo Bruno no programa Jogo do Poder. O programa vai ao ar às 23h,10min, na CNT.
ACORDO COM TOFFOLI
O mesmo acordo de Bolsonaro com Toffoli, segundo o ex-líder do PSL na Câmara, implica na escolha do sucessor do decano Celso de Mello no Supremo e a escolha passaria longe de Sérgio Moro, que sonha com a vaga.
Deputado Waldir é aliado de Moro e desafeto de Bolsonaro. Ele narra que o ministro chegou a ser demitido verbalmente durante uma discussão ríspida com o presidente por conta da possibilidade da demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, aliado do ministro.
“Moro virou um escravo. Ele não deixa o ministério porque não tem para onde ir, sequer teria renda para se sustentar, já que abandonou a magistratura. A dúvida é saber quanto tempo ele vai aguentar”, diz Delegado Waldir, que também acusa o presidente de abdicar da luta contra a corrupção.








