Um jornal que trocou a apuração da informação fidedigna pelo fuxico provinciano; a revolução digital está varrendo os hábitos nojentos da velha mídia;
Da redação
É deplorável a conduta editorial do Jornal “folha da manhã” na cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O matutino fundado pelo jornalista Aluysio Barbosa, que se notabilizou ao longo de sua história por grandes reportagens, perdeu-se na cultura da fofoca e do fuxico provinciano, apequenando-se a um nível que parece traduzir o compasso de uma decadência editorial com fortes reflexos na parte comercial.
NA IMAGEM ACIMA Investigado na Operação Lava Jato, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão numa das feijoadas da Folha da Manhã. O fundador do matutino, o jornalista Aluysio Barbosa está na foto, ao lado da diretora comercial do grupo, Diva Abreu Barbosa
A pobreza editorial fez da “folha” o que os jornalistas locais chamam de “jornal de uma barrigada”. Divulga informações temerárias, o que lhe obrigou a fazer um pedido de desculpas recentemente ao jovem Wladimir Garotinho, filho do ex-governador, e ao mesmo tempo é possível fazer uma leitura de cabo a rabo numa única ida ao banheiro.
A mais recente futrica nas páginas do matutino é uma nota na coluna Ponto Final afirmando que o vice-presidente regional o PDT, Caio Vianna, “está batendo ponto semanalmente na empresa Palavra de Paz”, de propriedade do ex-governador Anthony Garotinho. Uma mentira grotesca ou molecagem da mais sórdida, principalmente quando o autor da nota cita como origem da informação “fontes muito bem informadas”.
Que loucura! Quanta imundície! Fontes muito bem informadas já falaram um monte de coisas nesta cidade, envolvendo a própria folha da manhã, algumas até bem constrangedoras, mas que nunca foram levadas a sério, assim como muitas coisas que são noticiadas por este matutino nos últimos tempos não devem ser levadas a sério. Há uma situação implícita nesses ataques gratuitos: há uma tentativa de criminalizar qualquer pessoa que tenha contato com o ex-governador ou pessoas próximas e uma intenção maldosa de vincular a imagem de Caio ao grupo.
Garotinho, a ex-governadora Rosinha ou qualquer integrante de agremiação partidária, tem família, amigos e direito a uma vida social como qualquer cidadão no gozo de suas prerrogativas. O que se vê uma é campanha odienta e com alta dose de bullying. Chegou-se a chamar partidários de Rosinha de “rosáceos”, por exemplo. É o deboche característico de gente de baixo nível. É algo que se assemelha às agressões contra o ex-prefeito Zezé Barbosa promovidas por Salen Rod, personagem do livreiro José Dornelas. Este pichava os muros da cidade com uma ofensa ao ex-prefeito que prefiro não repetir. A diferença entre Salen e a folha está apenas em determinado comportamento: um rasgava dinheiro, o ou outro não.
Sob o comando de seu fundador, a Folha da Manhã já foi um jornal. Produziu boas reportagens. Mas esta trajetória parece ter morrido junto com seu Aluysio em agosto de 2012. Depois dele, a folha nunca mais foi a mesma. É o membro que faz parte ao conjunto do corpo. Na empresa ainda sobrevive a prudência e a gentileza de Christiano Abreu Barbosa, assim como o talento comercial de Diva Abreu Barbosa. É o que mantém o paciente vivo. No que se refere a parte editorial, a Folha é o que restou. Não consegue se libertar dos hábitos da velha mídia. Parece o Monitor Campista nos tempos da coluna “Ouvimos Dizer”, assinada por Oswaldo Lima. É um veículo de comunicação envelhecido, conservador e antiquado. É o jornal da terceira idade, com todo respeito aos que sabem envelhecer.
Está mais para discípulo retardatário dos primórdios da era de Gutemberg, com sérias dificuldades de se inserir na era digital. Vai perdendo espaço para uma tecnologia que devasta o seu modelo.
E nesta onda que navega o jovem Caio Vianna, um águia na engenharia de sistema. Não responde a uma única provocação de seus detratores. Sua grande arma é uma rede social ativa, com milhares de engajamentos, capaz de mobilizar centenas ou milhares de militantes com a postagem de um simples convite em sua página oficial no Facebook. É com isso que esta velha mídia pira.
Para o desespero dos náufragos, os cérebros da quarta revolução industrial continuarão atropelando os hábitos nojentos desta parcela da mídia moribunda.








