A selvageria da imprensa pequena agora solta os assassinos de reputação na caça ao empresário que trabalha para a prefeitura de Campos-RJ
Da redação
Sócio da empresa citada numa delação da JBS, o empresário André Luiz da Silva Rodrigues não atuou como fornecedor apenas no governo da prefeita Rosinha Garotinho na cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Sua empresa, a Working, continua atuando no governo do prefeito Rafael Diniz (PPS).
É uma das poucas empresas com notória especialização em reparos de escolas, prédios públicos e montagem de estrutura para shows, diga-se de passagem.
O nome de Rodrigues aparece na delação da JBS por conta de sua participação societária na Ocean Link Solutions Ltda, sediada em Macaé, que emitiu uma nota fiscal no valor de R$ 3.004.160,00. O dinheiro é citado pelo delator Riccardo Saud e noticiado como pagamento de propina para o então senador Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP).
Neste ponto começa o calvário do empresário, o festival de noticias e as dificuldades de saber até onde vai a verdade e a mentira. A empresa foi contratada pelo JBS para fornecer softwares para conexão de internet via satélite, serviço que presta a várias empresas offshore em Macaé. As conexões são destinadas a navios e barcos. O mesmo serviço a empresa está prestando na região amazônica.
O empresário mostrou troca de e-mails, projetos elaborados para a JBS, todos destinados a prestação dos serviços, que seriam executados ao longo de cinco anos. As delações da JBS servirão para esclarecer uma profusão de coisas, mas também será a porta de entrada para muitos pedidos de indenização por danos morais.
Para entender o comportamento mesquinho da imprensa na república do chuvisco, o mesmo delator afirmou que pagou R$ 27, 5 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral por uma fábrica em Piraí.
Segundo depoimento de Saud, que operava para a empresa, a fábrica tornou-se da JBS sem qualquer pagamento à antiga proprietária do local, a BR Food.
Ele conta que havia em Piraí uma fábrica “novinha, com equipamentos montados”, parada há dois anos, que poderia ser tomada pelo Estado, já que a BR Food tinha recebido incentivo do governo. Cabral então cedeu à JBS a fábrica. “Nem nós acreditávamos nisso”, disse Saud.
O lobista diz que perguntou a Cabral “Quanto é que vai ter que pagar? Qual é a propina?” (pelo trâmite). Segundo ele, o governador respondeu que precisaria ganhar a eleição – no caso, seu candidato Luiz Fernando Pezão, eleito governador em 2014.
Mas, sobre Cabral, é outro detalhe. Ele é um amigo blindado diante dos assassinos de reputação.








