O Superior Tribunal de Justiça (STJ) registrou nesta quinta-feira (5) o afastamento do ministro Marco Aurélio Buzzi das próximas sessões, após apresentação de atestado médico por questões de saúde.
A medida ocorre em paralelo à abertura de sindicância interna para apurar uma acusação de importunação sexual envolvendo uma jovem de 18 anos, que o ministro nega ter cometido.
Segundo a denúncia, o episódio teria ocorrido no litoral de Balneário Camboriú, Santa Catarina, durante um banho de mar, na presença da jovem e de seus pais, amigos do magistrado. A vítima alega que Buzzi teria tentado agarrá-la, motivando o registro de boletim de ocorrência.
O caso segue em duas frentes: administrativa, sob análise do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que poderá aplicar sanções disciplinares, e criminal, conduzida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, em razão do foro privilegiado do acusado.
Em nota divulgada na quarta-feira (4), Buzzi afirmou que foi surpreendido pela denúncia e negou qualquer conduta imprópria. “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, declarou.
O advogado da vítima, Daniel Bialski, enfatizou a necessidade de rigor na investigação e proteção à jovem e sua família. “Neste momento, o mais importante é garantir a segurança da vítima e de seus familiares, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o desfecho adequado pelos órgãos competentes”, afirmou.
O afastamento do ministro marca o início de uma série de procedimentos que definirão responsabilidades administrativas e criminais, enquanto a sindicância e as investigações continuam em andamento.
*Da Agência Fonte Exclusiva








