O deputado federal Mário Frias (PL-SP) protocolou uma representação criminal junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) solicitando a apuração de uma suposta estrutura digital que, segundo ele, teria destinado mais de R$ 1,1 milhão a campanhas patrocinadas com conteúdos críticos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A informação foi divulgada pela BandNews.
No documento, o parlamentar afirma que pelo menos sete páginas no Facebook e no Instagram se apresentavam como veículos de jornalismo independente, mas operariam sem transparência quanto à identidade de seus administradores e à origem dos recursos empregados nas campanhas publicitárias.
Entre os perfis citados na representação estão “Radar do Planalto”, “Dossier Brasil 24h” e “O Contra-Fluxo”. De acordo com Frias, apesar de essas páginas reunirem menos de 400 seguidores cada, os investimentos em anúncios pagos seriam elevados e incompatíveis com o alcance orgânico apresentado pelos perfis.
O deputado também sustenta que os sites vinculados às páginas foram hospedados em sequência na plataforma Hostinger e estariam relacionados a páginas genéricas em espanhol.
Segundo a representação, as publicações utilizavam legendas neutras como estratégia para dificultar a identificação pelos algoritmos das redes sociais e ocultar os responsáveis pelo financiamento das campanhas.
Ainda conforme o documento, um dos anúncios analisados teria alcançado cerca de 350 mil impressões, com a distribuição concentrada principalmente nos estados de São Paulo, responsável por aproximadamente 53% do alcance, e Minas Gerais, com cerca de 46%.
No pedido encaminhado às autoridades, Mário Frias solicita que a PGR requeira à Meta informações sobre os responsáveis pelos perfis, incluindo dados cadastrais, formas de pagamento utilizadas para impulsionar os anúncios e os identificadores internos das campanhas publicitárias.
O parlamentar também pede que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Eleitoral para avaliar a existência de possíveis irregularidades, entre elas eventual abuso de poder econômico durante o processo eleitoral.
Na representação, Frias afirma que teria sido criada uma estrutura financiada para promover ataques anônimos contra lideranças da direita e defende que sejam identificados tanto os financiadores quanto os responsáveis pela operação das campanhas.
Até o momento, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal ainda não se manifestaram sobre o pedido, que deverá passar por análise dos órgãos competentes antes da definição de eventuais providências.
*Da Agência Fonte Exclusiva








