Diálogos entre um grupo de Whatsapp denominado Coletivo de Jornalistas revela a trama para aprovar projeto de lei visando empoderar núcleo de vereador petista para tutelar imprensa;
Mensagens de um grupo de Whatsapp denominado Coletivo de Jornalistas, na cidade de Macaé, no Norte Fluminense, reforçam os indícios de conexão entre o Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-NF), e o gabinete do vereador Marcel Silvano (PT) na tentativa de aprovar um projeto de lei no legislativo municipal instituindo um Conselho de Comunicação no município. CONFIRA PRINTS:
O objetivo do Conselho, segundo a mídia local, é tutelar o conteúdo jornalístico divulgado na imprensa do município e exercer pressão sobre os veículos de comunicação por meio do controle de verbas publicitárias dos poderes executivo e legislativo.
Dois integrantes do grupo de Whatsapp que optaram por se manter no anonimato, printaram os diálogos obtidos com exclusividade pelo Portal VIU!. Os prints comprovam a participação da chefe da assessoria de comunicação da Câmara de Vereadores de Macaé, Adriana Corrêa Porto, e de servidores da secretaria de Comunicação da Prefeitura no movimento apontado como pró censura à imprensa, assim como da assessora de comunicação do Sindipetro, Fernando Viseu, uma das mais ativas na organização do movimento.
A maior parte do grupo é constituída de figuras que nunca militou no jornalismo cotidiano, mas que construiu carreiras profissionais atreladas a sindicatos e assessorias. Por isso, não surpreende alguns termos ofensivos contra profissionais de imprensa que exercem a cobertura jornalística cotidiana, como é o caso de uma referência ofensiva do integrante Gerson Dudus contra o blogueiro e jornalista André Cabral, do Expresso Regional. CONFIRA:

Nos diálogos, os integrantes do grupo citam o gabinete do vereador Marcel Silvano, falam de estratégia para obter assinaturas em abaixo-assinado em apoio ao projeto de lei e marcam reuniões na sede do Sindipetro-NF.
Entre os mais afoitos no grupo está o publicitário Gerson Dudus, que apesar de formado na Uniflu/Fafic (Campos-RJ), nunca atuou na imprensa. Foi professor desta instituição, mas foi demitido e posteriormente ingressou como professor no curso de Comunicação da Faculdade Salesiana, em Macaé. Atualmente é servidor concursador da Prefeitura.
Alguns dos diálogos printados são referentes ao período da eleição no segundo turno, quando a Justiça Eleitoral apreendeu jornais com conteúdos depreciativos ao então candidato Jair Bolsonaro (PSL) na sede do Sindipetro.
Os responsáveis pelos prints estariam dispostos a colaborar com a justiça visando obter imunidade diante de eventuais processos por crime eleitoral.
*Agência VIU!








