O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste domingo (11) de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, e pediu que seus apoiadores procurem eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.
O ato reuniu aliados políticos, representantes de entidades e apoiadores em um percurso entre as regiões do Paraíso e da Consolação.
Durante o discurso, Lula destacou a importância da participação eleitoral e incentivou a mobilização de pessoas que deixaram de votar na primeira etapa da disputa. Segundo os dados citados no material, a abstenção chegou a 21,08% na votação de 4 de outubro. O segundo turno está previsto para 25 de outubro.
Além de abordar a participação dos eleitores, o presidente apresentou temas que considera prioritários para um eventual novo mandato, incluindo investimentos em educação, ciência, tecnologia, inovação e transição energética.
Lula destaca educação, ciência e inovação
Ao falar sobre o desenvolvimento do país, Lula defendeu a valorização de professores e pesquisadores e a ampliação dos investimentos em áreas estratégicas para a economia.
O presidente também mencionou a inteligência artificial e a expansão da indústria digital como setores importantes para a modernização econômica. A transição energética apareceu entre os temas abordados, em meio às discussões sobre desenvolvimento e novas tecnologias.
As declarações integram a estratégia da campanha de associar a candidatura à ampliação de oportunidades educacionais e ao fortalecimento da capacidade tecnológica do Brasil.
Presidente volta a criticar Bolsonaro pela pandemia
Durante a manifestação, Lula também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro pela condução da pandemia de Covid-19. O petista acusou o antigo governo de desconsiderar orientações científicas e médicas durante a crise sanitária, que provocou milhares de mortes no país.
As críticas reforçaram as divergências políticas entre Lula e o grupo que apoia seu adversário, além de retomarem um dos principais temas de confronto entre os dois campos políticos.
Fim da escala 6×1 entra na pauta
Antes do ato, em conversa com jornalistas, Lula comentou a previsão de votação da proposta que pretende acabar com a escala de trabalho 6×1, marcada para quarta-feira (14).
O presidente cobrou que os partidos de oposição tornem públicas suas posições sobre a mudança e afirmou que a discussão no Congresso Nacional não deveria ser adiada.
A proposta está no centro de um debate sobre jornada de trabalho, descanso semanal e qualidade de vida dos trabalhadores. Seus possíveis efeitos sobre a produtividade, os custos das empresas e a geração de empregos também fazem parte das discussões em torno da medida.
Segurança pública e Justiça Eleitoral também são citadas
Outro tema abordado por Lula foi o combate à criminalidade organizada. O presidente mencionou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que busca reorganizar atribuições e ampliar a articulação entre os diferentes níveis de governo na área.
A discussão envolve a atuação da União, dos estados e dos órgãos responsáveis pela segurança, além da integração das políticas de prevenção e combate ao crime.
Lula também comentou decisões da Justiça Eleitoral relacionadas a canais e perfis nas redes sociais ligados ao seu grupo político. O presidente afirmou que sua candidatura pretende solicitar esclarecimentos e questionou o que considera um tratamento desigual durante a campanha.
Mobilização busca ampliar participação no segundo turno
A manifestação na Avenida Paulista reuniu diferentes grupos de apoiadores e serviu para reforçar as principais pautas apresentadas pela campanha nesta etapa da disputa presidencial.
Ao incentivar conversas com eleitores que não votaram no primeiro turno, Lula colocou a redução da abstenção entre os objetivos da mobilização. Educação, inovação, segurança pública e mudanças nas relações de trabalho também estiveram entre os assuntos destacados.
Com o segundo turno previsto para 25 de outubro, a busca pela participação dos eleitores e o debate sobre propostas econômicas e sociais devem continuar no centro das atividades de campanha.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








