O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia a possibilidade de nomear, pela primeira vez, uma mulher para comandar o Ministério da Defesa. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, três nomes estão sendo considerados para uma eventual substituição do ministro José Múcio Monteiro.
Entre as possíveis indicadas estão Cinara Wagner Fredo, secretária-geral do Ministério da Defesa; Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento; e Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM).
Até o momento, não há anúncio oficial sobre a saída de José Múcio nem confirmação de uma escolha por parte do presidente.
A eventual nomeação seria inédita desde a criação do Ministério da Defesa, em 1999.
Quem são as três mulheres cotadas?
Cinara Wagner Fredo integra a atual estrutura administrativa da Defesa e, segundo a reportagem, conta com a preferência de José Múcio. Sua indicação poderia representar continuidade na condução dos projetos da pasta.
Simone Tebet possui experiência no Executivo federal e trajetória no Congresso Nacional. Seu nome representa a possibilidade de uma escolha com perfil político.
Maria Elizabeth Rocha, por sua vez, preside o Superior Tribunal Militar e possui experiência institucional na área da Justiça Militar.
As três apresentam trajetórias distintas, que poderão ser consideradas nas articulações sobre o futuro comando do ministério.
Escolha teria significado histórico
Desde sua criação, o Ministério da Defesa nunca foi comandado por uma mulher.
Uma eventual nomeação representaria uma mudança na liderança civil responsável pela articulação com Marinha, Exército e Aeronáutica.
Segundo a apuração divulgada, o governo também considera os possíveis efeitos políticos da decisão na relação entre as Forças Armadas e diferentes setores da sociedade.
A escolha, entretanto, dependerá de decisão do presidente da República.
Defesa tem previsão de R$ 148 bilhões para 2027
A discussão sobre o comando da pasta ocorre em meio ao planejamento dos investimentos militares para o próximo ano.
A proposta orçamentária federal para 2027 prevê aproximadamente R$ 148 bilhões para o Ministério da Defesa, incluindo despesas com pessoal, manutenção e projetos estratégicos.
Entre as iniciativas previstas estão a modernização de equipamentos, o desenvolvimento tecnológico e a renovação das capacidades operacionais das Forças Armadas.
A execução dos recursos dependerá da aprovação do orçamento e das condições fiscais.
Submarino nuclear e caças Gripen estão entre as prioridades
Um dos projetos estratégicos da Marinha é o desenvolvimento do futuro submarino brasileiro de propulsão nuclear.
A proposta orçamentária prevê R$ 1,4 bilhão para a continuidade do programa em 2027.
Na Força Aérea Brasileira, estão previstos aproximadamente R$ 2,81 bilhões para o programa de aquisição dos caças Gripen, fabricados pela empresa sueca Saab.
O planejamento também contempla a continuidade da produção dos blindados Guarani, destinados ao Exército, além de novas fragatas e navios-patrulha para a Marinha.
Os investimentos fazem parte de programas de modernização que exigem planejamento e recursos de longo prazo.
Decisão permanece em aberto
Apesar da circulação dos nomes, a possível mudança no Ministério da Defesa ainda não foi oficialmente confirmada.
A definição caberá a Lula, que também deverá considerar a continuidade dos projetos estratégicos e a relação institucional com os comandos militares.
Caso uma mulher seja nomeada, será a primeira vez que a pasta terá uma ministra à frente de suas atividades desde 1999.
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