Para que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Transição fosse aprovada, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), garantiu votos de 150 deputados federais a favor do texto em troca do comando do Ministério da Saúde para seu grupo. A informação é do jornalista Tales Faria, do portal UOL.
O grupo, chamado “consórcio de deputados”, é formado por parlamentares do partido de Lira, o PP, do União Brasil, PSDB, Cidadania, entre outras legendas.
Lira emperrou o anúncio, pois teria sido informado de que seu principal adversário político em Alagoas, o senador Renan Calheiros (MDB), estava cotado para assumir o Ministério da Integração. O presidente da Casa, então, criou uma nova fórmula para aprovação da PEC.
Ao jornalista Tales Faria, integrantes da equipe de transição afirmam que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não vai se render à pressão do presidente da Câmara.
No entanto, dizem que sem o apoio de Lira a PEC dificilmente será aprovada.
Membros do grupo temático da Saúde da transição afirmaram que o petista bateu o martelo, e a atual presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Nísia Trindade, vai comandar a pasta.
De acordo com os jornalistas Igor Gadelha e Gustavo Zucchi, do portal Metrópoles, Nísia teria sido convidada por Lula para assumir o cargo durante uma conversa que tiveram na semana passada, em Brasília.
Outros ministros
Na última sexta-feira (9), Lula anunciou os ministros da Fazenda, Justiça, Defesa, Casa Civil e Relações Exteriores de seu novo governo. Veja:
Fernando Haddad assume o Ministério da Fazenda
Flávio Dino assume o Ministério da Justiça
Rui Costa assume o Ministério da Casa Civil
José Múcio Monteiro assume o Ministério da Defesa
Mauro Vieira assume o Ministério das Relações Exteriores
Já na terça (13), a cantora Margareth Menezes aceitou o convite para assumir o Ministério da Cultura.
A pasta será recriada pelo governo Lula, já que hoje, no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), a Cultura funciona como uma Secretaria Especial vinculada ao Ministério do Turismo. O Ministério da Cultura foi extinto logo no início da gestão de Bolsonaro, em 2019.
Antes de Margareth, a atriz Marieta Severo e o rapper Emicida foram convidados para comandar a pasta, mas recusaram a proposta, informou o jornal Folha de S. Paulo.
As informações são do Yahoo.








