Delação do ex-presidente da Alerj pode mostrar as “bocas famintas” e relatar compra de apoio político; Em uma cidade do interior teve pai que tentou vender o filho;
Enrolado na Operação Lava Jato, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (MDB), já iniciou as tratativas para fazer delação premiada. Será o estouro da boiada.
Nos arredores da Alerj o estoque de Rivotril já esgotou. Picciani comandou o legislativo estadual com mão de ferro e alimentou muita boca faminta. Boa parte do que amealhou virou fortuna pessoal, mas uma quantia numerosa também serviu para compra de apoio político.
O dinheiro de Picciani era tão persuasivo, que na eleição municipal de 2016 fez com que pai vendesse filho em uma cidade do interior do Estado. Só que esse negócio acabou pela metade, porque o vendedor esqueceu de combinar com a mercadoria. Picciani também é um homem com boas ligações com os senhores do lixo, ou seja, aqueles empresários que atuam neste rentável ramo de atividade junto às Prefeituras.








