O Instituto Samuel Klein, que leva o nome do fundador das Casas Bahia, anunciou a suspensão de suas atividades, após sete anos de funcionamento, em decisão que faz parte “do processo de profunda reflexão e consequentemente transformação e ressignificação para os nossos futuros projetos”, diz comunicado no site oficial da instituição.
O fim do trabalho filantrópico do instituto acontece um mês depois de denúncias de crimes sexuais cometidos por Klein serem divulgadas pela agência Pública. A decisão foi tomada pelos mantenedores Natalie e Raphael Klein, netos de Samuel.
Eles asseguram “o compromisso de honrar com os aportes necessários à continuidade dos programas de desenvolvimento social em andamento e que já estavam aprovados”.
Morto em 2014, “o rei do varejo”, como Samuel era conhecido, teria usado seu poder como empresário bem-sucedido para manter durante décadas um esquema de aliciamento de crianças e adolescentes para a prática de exploração sexual dentro da sede da empresa, em São Caetano do Sul, além de outros locais em Santos, São Vicente, Guarujá e Angra dos Reis.
Seu filho Saul Klein é hoje investigado por aliciamento e estupro de mais de 30 mulheres. Segundo o relato de fontes e dezenas de mulheres entrevistadas, há semelhanças na forma de agir de pai e filho.
As informações são da Marie Claire.









