O ex-ministro Gustavo Bebianno (PSDB-RJ) morreu na madrugada deste sábado (14), aos 56 anos.
Reportagem da Folha de São Paulo citando amigos e familiares de Bebiano, destaca que ele sofreu um infarto em seu sítio, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro.
Ele chegou a ser socorrido para um hospital da cidade, mas morreu por volta das 5h30min.
O corpo será velado em uma capela vizinha ao sítio do ex-ministro do presidente Jair Bolsonaro.
Bebianno era pré-candidato à Prefeitura do Rio, pelo PSDB. Ele deixa a mulher e dois filhos.
“A cidade do Rio perdeu um candidato que iria enriquecer o debate eleitoral, e eu perdi um irmão. O Gustavo morreu de tristeza por tudo que ele passou. Agora é hora de confortar a esposa, os filhos e os amigos”, disse Marinho.
Em notas, o PSDB e o governador paulista João Doria (PSDB) também lamentaram a morte de Bebianno.
“Com profundo pesar recebi a notícia da morte de Gustavo Bebianno. Seu falecimento surpreende a todos. O Rio perde, o Brasil perde. Bebianno tinha grande entusiasmo pela vida e em trabalhar por um País melhor. Meus sentimentos aos familiares e amigos nesse momento de dor”, escreveu Doria.
Bebianno se aproximou de Bolsonaro em 2017, após série de tentativas de conhecer “o capitão” desde 2014.
Na ocasião, fazia um trabalho de levantamento de bens para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, quando, por meio de um amigo, pediu para ser apresentado ao então presidenciável. Apresentou-se como fã e sempre se disse admirador do capitão, a quem sempre se referia com ares de devoção.
Durante a campanha, Bebianno presidiu o PSL e se apresentava como faz-tudo. Costumava dizer que era ele o tesoureiro, o advogado e o assessor de imprensa do então candidato.
A pedido de Bolsonaro, Bebianno assumiu, em 2018, a presidência do PSL e a coordenação da campanha nacional à Presidência. Após a vitória nas urnas, ele foi anunciado como secretário-geral da Presidência.
Formado em direito pela PUC-Rio, teve duas passagens por um dos maiores escritórios de advocacia do país, de Sergio Bermudes, de quem era amigo, mas não foi na advocacia que ganhou fama e destaque profissional.
Ele se queixava, por exemplo, do fato de nunca ter sido lembrado em reportagens por sua formação acadêmica. Contava ter três MBAs e um mestrado em finanças pela Universidade de Illinois, nos EUA.
Como exemplo da carreira de gestor, citava a experiência que teve no Jornal do Brasil de 1995 a 2001. Lá, atuou como diretor administrativo, jurídico e comandou o setor de recursos humanos.
Em sua segunda passagem pelo escritório de Bermudes, também atuou como administrador.
Bebianno foi o primeiro ministro demitido do governo Bolsonaro, em fevereiro, ao se tornar o centro de uma crise instalada no Palácio do Planalto depois que a Folha revelou a existência de um esquema de candidaturas laranjas do PSL para desviar verba pública eleitoral.








