O Brasil depende da importação de petróleo e seus derivados. Mesmo com a descoberta da reserva do pré-sal em 2010, e sua recorrente exploração, o país compra petróleo refinado para abastecer os veículos e a indústria nacional. Por depender do mercado externo, a guerra na Ucrânia pode levar a uma alta nos combustíveis aqui no Brasil.
O preço do barril de petróleo atingiu os US$ 147,50 (R$ 234,67 na cotação da época) em 2008 pouco antes da eclosão da crise econômica mundial. Nos últimas semanas a guerra entre Rússia e Ucrânia puxa a cotação da commodity para cima, o aumento tem reflexos no Brasil.
Na tarde desta terça-feira (01), o preço do barril de petróleo tipo Brent é negociado a US$ 104,51 (R$ 539,2). A disparada nos preços se dá pelo papel da Rússia no mercado mundial da commodity. O país eslavo é um dos principais produtores de petróleo e gás natural do mundo.
Para reverter o conflito entre russos e ucranianos, as potencias ocidentais impuseram sanções à economia da Rússia. Por exemplo, o sistema bancário russo foi suspenso do sistema de comunicação financeira Swift. Com isso as empresas petroleiras russas não podem receber suas vendas.
Como os russos não podem comercializar petróleo, o produto fica escasso no mercado e os compradores precisam pagar mais para adquirir a commodity. E há um motivo para o mercado internacional interferir no preço local dos combustíveis brasileiros.
Desde 2016, o governo federal adota a PPI (Preço de Paridade de Importação), ou seja, o preço dos combustíveis refinados no Brasil devem estar de acordo com a cotação do petróleo no mercado internacional.
No entanto, de acordo com a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) o preço dos combustíveis estão defasados do mercado internacional, ou seja, a gasolina e o óleo diesel tem margem para subir no bomba para o consumidor.
Segundo a Abicom, o preço da gasolina está 11% abaixo do mercado internacional e o preço do óleo diesel está com 13% menor em comparação com a cotação exterior.
Soma-se a questão do petróleo a desvalorização do real frente ao dólar. Na última sexta-feira (25/02), o dólar comercial fechou a R$ 5,16. Caso o conflito entre a Rússia e a Ucrânia perdure, e as eventuais sanções econômicas, o brasileiro pode aguardar grandes aumentos nas bombas de combustíveis para este ano.
As informações são do Yahoo.








