O Governo Federal anunciou nesta quarta-feira (4), na sede da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o relançamento do Programa Arroz da Gente, com investimento inicial de R$ 17 milhões. A ação visa impulsionar a produção de arroz pela agricultura familiar e comunidades tradicionais, promovendo segurança alimentar, diversidade genética e autonomia produtiva em diversas regiões do país.
A cerimônia contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, e do presidente da Conab, Edegar Pretto. Segundo eles, o programa se articula a outras políticas públicas como o Plano Safra da Agricultura Familiar e os contratos de opção de compra do governo, com o objetivo de garantir o escoamento da produção e preços acessíveis à população.
Entre os eixos do programa estão
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Acesso ao crédito agrícola via Pronaf
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Entrega de máquinas colheitadeiras de pequeno porte
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Capacitação técnica para produtores
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Resgate e distribuição de sementes crioulas
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Incentivo à comercialização direta e ao armazenamento adequado
Articulação com parceiros estratégicos
Durante o evento, foram assinados termos de cooperação com instituições como o Banco do Brasil, a Embrapa e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). O banco oferecerá linhas de financiamento; a Embrapa contribuirá com pesquisa e uso de bioinsumos; e o IFRN será responsável pela formação e monitoramento dos técnicos que atuarão nos territórios.
Na ocasião, também foram entregues tablets com sistema exclusivo do programa aos agentes de campo, permitindo o registro digital das ações, acompanhamento técnico e geração de dados em tempo real.
Capacitação em expansão
A primeira turma de técnicos já está em capacitação desde o dia 2 de junho, com foco em territórios dos estados de Mato Grosso, Tocantins, Goiás e Minas Gerais. As próximas turmas, previstas para este mês, contemplam o Nordeste e a região Norte, com atuação em Acre, Rondônia, Roraima e Pará.
Produção e soberania
O ministro Paulo Teixeira lembrou que, há um ano, o arroz chegou a custar mais de R$ 30 nos supermercados, situação que motivou ações estruturantes:
“Hoje temos produção crescendo, preços mais baixos e um programa com potencial de chegar a todo o Brasil”, afirmou.
Já o presidente da Conab, Edegar Pretto, destacou a revalorização da empresa pública no processo
“A Conab estava ameaçada, mas agora é protagonista. Vamos comprar toda a produção do programa para garantir comida na mesa de quem mais precisa.”
A iniciativa também resgata práticas tradicionais e valoriza a biodiversidade agrícola
“Queremos retomar a produção em regiões onde ela foi abandonada. O arroz crioulo é patrimônio genético e cultural do povo brasileiro”, concluiu Silvio Porto, diretor da Conab.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da Gov.br








