O ministro da Educação, Milton Ribeiro, anunciou, na quarta-feira (24), que o governo federal quer implantar 89 novas escolas cívico-militares no país ao longo de 2022. Segundo o Ministério da Educação, atualmente, 127 unidades estão em pleno funcionamento e cerca de 83 mil famílias são atendidas.
Com isso, o governo deve alcançar o número de 216 escolas cívico-militares no ano que vem, meta que era prevista para ser concluída apenas em 2023.
“Nosso objetivo não é só formar um bom estudante, mas também formar o cidadão que conduzirá o destino desta grande nação”, destacou o ministro, durante cerimônia nesta tarde no Palácio do Planalto.
Nos colégios que aderem esse modelo, os militares atuam no apoio à gestão escolar e educacional, enquanto os professores e demais profissionais da educação são responsáveis pelo trabalho didático-pedagógico.
Milton Ribeiro acredita que a iniciativa tem sido um sucesso.
“Os índices de evasão [escolar], de melhoria na qualidade do ensino são visíveis. Ao escolhermos escolas no entorno das grandes cidades, que são mais suscetíveis à violência, a melhoria no ambiente, no entorno, fica evidente. Com a presença dos monitores, traficantes que querem desviar a juventude se distanciam”, disse o ministro, mas sem apresentar dados.
Já o diretor de políticas para escolas cívico-militares, Gilson Passos, afirmou que, apesar de ainda ser cedo para mensurar resultados, “baseado em relatos de prefeitos e diretores é possível perceber o aumento pela procura de vagas nas escolas e que questões de abandono, evasão e de violência escolar já não são mais as principais preocupações de diretores”.
Segundo ele, uma das ações necessárias para a implementação do Pecim (Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares) é a realização de uma consulta pública formal com a participação da comunidade escolar, incluindo pais e alunos da escola.








