Três governadores do PSD que se colocam como pré-candidatos à Presidência da República participaram nesta sexta-feira (6) de um encontro do partido em São Paulo e fizeram críticas à proposta do governo federal de extinguir a escala de trabalho 6×1. Durante o evento, eles também defenderam maior controle dos gastos públicos e reformas voltadas ao aumento da produtividade econômica.
Estiveram presentes no debate os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; Ratinho Júnior, do Paraná; e Ronaldo Caiado, de Goiás. O encontro, intitulado “Propostas PSD: modelo para o Brasil”, foi realizado no Clube Atlético Monte Líbano e reuniu cerca de mil participantes, entre prefeitos, parlamentares e dirigentes partidários.
A discussão foi mediada pelo diretor de Redação do Poder360, Fernando Rodrigues, e também marcou a filiação de seis deputados estaduais de São Paulo ao PSD.
Entre os participantes, Ronaldo Caiado foi o mais crítico à proposta defendida pelo governo federal de acabar com a escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um. Segundo o governador goiano, a medida não apresenta clareza sobre os impactos financeiros e poderia gerar dificuldades para empresas e para o orçamento público.
Caiado também afirmou que propostas dessa natureza precisam considerar a capacidade econômica do país e criticou o que classificou como promessas políticas sem garantia de viabilidade.
Eduardo Leite, por sua vez, afirmou que o debate sobre mudanças na jornada de trabalho deve levar em conta o nível de produtividade da economia brasileira. Ele destacou que o país possui desafios estruturais e argumentou que reformas trabalhistas precisam ser discutidas com base na realidade econômica.
O governador gaúcho citou dados sobre despesas públicas e afirmou que, no último ano, o Brasil destinou aproximadamente R$ 1 trilhão ao pagamento de juros da dívida, enquanto programas sociais representaram mais de R$ 400 bilhões do orçamento federal.
Ratinho Júnior não mencionou diretamente a proposta sobre a jornada de trabalho, mas criticou o tamanho da estrutura administrativa do governo federal. Ele comparou a máquina pública a um sistema pesado e pouco eficiente e questionou a quantidade atual de ministérios.
Segundo o governador do Paraná, o aumento de impostos e o crescimento da estrutura governamental têm sido recorrentes ao longo dos anos, o que, na visão dele, exige revisão das despesas públicas.
Os três governadores foram reeleitos em 2022 e são considerados possíveis candidatos do PSD à Presidência da República nas eleições de 2026. Pela legislação eleitoral, eles precisariam deixar os cargos até 4 de abril para disputar o cargo.
A definição do nome que representará o partido na eleição presidencial deverá ser tomada pela direção nacional do PSD, liderada por Gilberto Kassab, com expectativa de anúncio no início de abril.
Em pesquisas recentes de intenção de voto, os nomes associados ao partido aparecem em posições intermediárias, com percentuais entre 5% e 9%.
*Da Agência Fonte Exclusiva








