Para conseguir que 107 respiradores comprados na China pelo governo do Estado do Maranhão chegasse ao destino, o governador Flávio Dino (PCdoB), adotou uma estratégia para evitar que o material fosse apanhado pela pirataria dos EUA, países da Europa ou que fosse retido nos aeroportos brasileiros pelo governo Bolsonaro.
A operação envolveu o envio do material para a Etiópia, onde escapou dos radares dos EUA e Europa, e no Brasil chegou ao Maranhão por meio de uma avião fretado no Aeroporto de Guarulhos. O desembaraço alfandegário se deu no Maranhão e não em São Paulo.
Antes de adotar a estratégia, o governo do Maranhão reservou respiradores três vezes, mas foi atravessado pela Alemanha e Estados Unidos.
De acordo com a Folha de São Paulo, o governador Flávio Dino tem afirmado que só buscou alternativas para obter os respiradores depois do governo Bolsonaro recusar pedido de ajuda por três vezes.
Em nota, a Receita Federal afirma que a remoção dos respiradores foi “realizada sem o prévio licenciamento da Anvisa e sem autorização da Inspetoria Receita Federal em São Luís, órgão legalmente responsável por fiscalizar a importação das mercadorias.”
Por isso, continua a nota, a Infraero registrou boletim de ocorrência na quarta-feira (15).








