Os compromissos eleitorais de Flávio Bolsonaro passarão a contar com uma estrutura de proteção mais ampla.
A equipe do senador e pré-candidato à Presidência decidiu reforçar o esquema após registrar um aumento nas mensagens consideradas ameaçadoras desde junho.
Entre as mudanças previstas está o uso permanente de colete à prova de balas durante a campanha. O número de agentes da Polícia do Senado encarregados de acompanhar o parlamentar também deverá ser triplicado.
O novo protocolo inclui ainda o aumento da quantidade de viaturas, armamentos e equipamentos empregados nos deslocamentos e eventos públicos.
Centro de comando acompanhará agenda
Uma central de monitoramento será mantida em funcionamento durante 24 horas por dia, em Brasília.
O espaço deverá acompanhar os movimentos do pré-candidato, analisar situações de risco e oferecer suporte imediato aos agentes destacados para as atividades realizadas em diferentes regiões do país.
A estrutura também auxiliará no planejamento dos trajetos, na organização logística e na comunicação com as equipes responsáveis pela proteção presencial.
Campanha relata milhares de ameaças
Segundo a equipe de Flávio, a Polícia do Senado identificou mais de 2 mil publicações consideradas ameaçadoras desde junho, principalmente em plataformas digitais.
O levantamento citado pela campanha reúne ameaças explícitas, manifestações de incentivo à violência, referências codificadas e conteúdos relacionados a possíveis oportunidades ou planejamentos de ataques. A autoria e o grau de risco dessas mensagens ainda deverão ser avaliados pelos órgãos responsáveis.
A análise deverá diferenciar conteúdos que representem risco concreto de publicações ofensivas, manifestações políticas ou mensagens sem capacidade real de execução.
Flávio rejeita escolta da Polícia Federal
Apesar do reforço, Flávio Bolsonaro decidiu não utilizar o esquema de proteção disponibilizado pela Polícia Federal aos candidatos à Presidência.
O senador justificou a recusa afirmando que não confia na atual direção da corporação, escolhida durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração representa a posição do pré-candidato e não indica falha comprovada na atuação da instituição.
Com a decisão, a segurança permanecerá sob responsabilidade da Polícia Legislativa do Senado, que já acompanha o parlamentar.
Agenda pública será mantida
Flávio afirmou que as ameaças não provocarão uma redução de seus compromissos de campanha.
A intenção do pré-candidato é continuar participando de eventos, viagens e encontros com apoiadores e eleitores, mas sob protocolos de segurança mais rigorosos.
A ampliação da proteção deverá ser adaptada às características de cada atividade, considerando o local, o número de participantes, as condições de acesso e os riscos identificados previamente.
O desafio das equipes será preservar a integridade do senador e das pessoas presentes sem inviabilizar o contato direto com o público durante o período eleitoral.
*Da Agência Fonte Exclusiva








