O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (5) que demitirá os auxiliares que julga ter deixado a vaidade subir a cabeça, segundo informa reportagem da Folha de São Paulo.
Ainda que não tenha citado nomes, a mensagem de Bolsonaro foi interpretada como um recado ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que tem irritado o presidente por seguir as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) no combate ao coronavírus.
“(De) algumas pessoas do meu governo, algo subiu à cabeça deles. Estão se achando demais. Eram pessoas normais, mas, de repente, viraram estrelas, falam pelos cotovelos, tem provocações. A hora D não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles, porque a minha caneta funciona”, diz um trecho da fala de Bolsonaro citado pela reportagem a Folha.
“Não tenho medo de usar a caneta, nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil. Não é para o meu bem. Nada pessoal meu”, disse o presidente.
Neste domingo o presidente não falou com jornalistas e não permitiu que se chegassem ao local em que se posicionou para falar com um pequeno grupo de apoiadores na porta do Palácio da Alvorada.
Com bom desempenho à frente do Ministério da Saúde e com amplo apoio no Congresso, Mandetta caiu em desgraça com clã Bolsonaro desde que assumiu protagonismo durante o combate a pandemia.








