Milhares de urnas eletrônicas começam a passar, nesta segunda-feira (21 de setembro), pelos últimos procedimentos técnicos antes das eleições de 2026.
A Justiça Eleitoral mobiliza equipes em diferentes estados para instalar os dados oficiais da votação, verificar o funcionamento dos equipamentos e aplicar os lacres de segurança que serão mantidos até o dia do pleito.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e os tribunais regionais trabalham para concluir a preparação dentro dos prazos necessários à distribuição das urnas.
A operação envolve desde a organização dos arquivos digitais até o transporte dos equipamentos para municípios e comunidades de difícil acesso. Cada Tribunal Regional Eleitoral (TRE) segue um calendário próprio, definido conforme o número de seções eleitorais e as particularidades logísticas de sua região.
Os procedimentos podem ser acompanhados por representantes de partidos políticos, coligações, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conforme as normas de fiscalização eleitoral.
Preparação começa em diferentes estados brasileiros
Pernambuco, Paraíba, Bahia, Rondônia e Santa Catarina estão entre os estados que iniciam nesta segunda-feira os trabalhos de carga e lacração das urnas.
As atividades também começam em Fortaleza, no Ceará, no Amapá e em determinadas zonas eleitorais de Mato Grosso.
Em Pernambuco, a preparação ocorre após a geração das mídias que armazenam as informações necessárias ao funcionamento dos equipamentos.
Na Paraíba, os trabalhos são realizados simultaneamente em unidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos, Pombal e Cajazeiras.
A divisão das tarefas em diferentes locais permite que a Justiça Eleitoral organize a preparação de acordo com a quantidade de urnas destinadas a cada município.
O objetivo é concluir todas as etapas técnicas antes do transporte para os locais onde os eleitores irão votar.
O que acontece durante a carga e lacração das urnas?
Antes de serem utilizadas na eleição, as urnas precisam receber os programas e os arquivos específicos de cada seção eleitoral.
A primeira etapa é a carga, procedimento em que são inseridas informações sobre candidatos, partidos e eleitores aptos a votar no respectivo local.
Esses dados são organizados previamente pela Justiça Eleitoral e transferidos aos equipamentos por meio de mídias preparadas para essa finalidade.
Depois da instalação, as equipes realizam testes para verificar se os sistemas estão funcionando corretamente.
A conferência permite identificar eventuais problemas técnicos e realizar as providências necessárias antes que os equipamentos sejam enviados aos locais de votação.
Concluída essa fase, as urnas recebem lacres de segurança, utilizados para controlar possíveis tentativas de acesso não autorizado aos componentes internos.
O procedimento integra o conjunto de medidas adotadas para preservar a integridade dos equipamentos durante o armazenamento, o transporte e a utilização no dia da eleição.
Amazonas antecipa distribuição por causa das distâncias
Em estados com grandes extensões territoriais, a logística eleitoral exige planejamento antecipado.
No Amazonas, onde diversas comunidades dependem de transporte fluvial e de deslocamentos que podem levar vários dias, o Tribunal Regional Eleitoral iniciou o envio de equipamentos ao interior antes da conclusão das atividades em outras regiões do país.
Nesta etapa, 583 urnas preparadas estão sendo encaminhadas para atender 11 municípios amazonenses.
A distribuição dá continuidade a uma operação iniciada anteriormente. Em agosto, aproximadamente quatro mil equipamentos já haviam sido enviados para diferentes localidades do estado.
A antecipação busca evitar que dificuldades de transporte comprometam a chegada das urnas aos locais de votação.
Urnas destinadas ao exterior também passam por preparação
A organização das eleições brasileiras inclui os cidadãos que vivem fora do país e estão habilitados a votar.
Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal concluiu a preparação de aproximadamente 1,4 mil urnas destinadas à votação no exterior.
O envio internacional exige uma programação específica, considerando os procedimentos de transporte e a necessidade de disponibilizar os equipamentos nos locais de votação dentro do calendário eleitoral.
Nesta segunda-feira, os tribunais do Distrito Federal e de Mato Grosso do Sul também devem concluir a geração das mídias que serão utilizadas na preparação de suas urnas.
Em Alagoas e Sergipe, os procedimentos de carga e lacração já tiveram início.
São Paulo prepara operação para quase 115 mil urnas
O cronograma da Justiça Eleitoral continuará avançando ao longo desta semana.
Na Bahia, a preparação de aproximadamente cinco mil equipamentos destinados à votação em Salvador está prevista para começar nesta terça-feira (22).
Em São Paulo, os trabalhos terão início na quarta-feira (23), com uma operação que envolve quase 115 mil urnas em todo o estado.
Por concentrar o maior colégio eleitoral do Brasil, São Paulo precisa realizar uma mobilização de grande porte para preparar e distribuir os equipamentos.
As atividades serão organizadas pelas zonas eleitorais, respeitando os prazos estabelecidos para que todas as seções estejam prontas antes da votação.
Fiscalização acompanha cada etapa da preparação
A carga e a lacração das urnas são realizadas em procedimentos públicos, permitindo o acompanhamento por entidades autorizadas pela legislação eleitoral.
Representantes dos partidos políticos, coligações, Ministério Público e OAB podem fiscalizar a instalação dos arquivos, os testes e a aplicação dos lacres.
A participação dessas instituições faz parte dos mecanismos de transparência previstos para a organização das eleições.
Depois de preparados, os equipamentos ficam sob responsabilidade da Justiça Eleitoral até serem encaminhados aos respectivos locais de votação.
Primeiro turno das eleições será em 4 de outubro
A preparação das urnas representa uma das últimas etapas operacionais antes de os brasileiros comparecerem às seções eleitorais.
Em 4 de outubro, os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
Caso seja necessário, o segundo turno das disputas para presidente e governadores será realizado em 25 de outubro.
Até lá, os tribunais regionais continuarão os procedimentos de preparação, conferência, armazenamento e distribuição dos equipamentos.
O trabalho busca garantir que as urnas estejam disponíveis nos locais de votação, com os dados oficiais instalados, os testes concluídos e os lacres de segurança aplicados dentro do calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral.
*Da agência Fonte Exclusiva








