Com 2 800 templos espalhados por mais de 100 países, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), do bispo Edir Macedo, enfrenta um revés em Angola, no continente africano, onde pastores se rebelaram e assumiram nesta segunda-feira (22), 40% da operação da seita no país.
O núcleo rebelado reúne pastores e bispos, controlando 35 endereços localizados em Luanda, capital, e outras 50 igrejas em cidades como Benguela, segundo destaca reportagem de Veja.
Os pastores e bispos angolanos criticam a direção da Universal de racismo, discriminação, abuso de autoridade e evasão de divisas. Outro acusação é uma suposta imposição de cirurgia de vasectomia para parte da equipe.
Angola é considerado um país estratégico na política de expansão iniciada pela IURD nos anos 80. O continente africano concentra a maior parte das operações da igreja no exterior. O receito da cúpula da igreja é que Angola crie precedentes em outros países, já que há focos de rebeliões também nas operações em Costa do Marfim. Internamente, o bispo Edir Macedo se refere a situação de Angola como “golpe”.
No Brasil a Universal enfrenta uma fragmentação, já que pastores e bispos que se desligaram se transformaram em concorrentes. Este é o caso, por exemplo, de Valdomiro Santiago, que pertenceu a IURD e fundou a Igreja Mundial do Poder de Deus.
Com uma rede de rádio e TV, no entanto, Edir Macedo mantém poder político em seu país. Atualmente ele é considerado um dos guias espirituais do atual presidente Jair Bolsonaro, além de toda a rede de emissoras sob seu controle mantém uma linha editorial favorável ao governo.








