quinta-feira, 22 outubro, 2026
Portal Viu
  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Portal Viu
  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Portal Viu
Nada encontrado
Ver todos os resultados

Durigan chama Milei de “palhaço” e eleva tensão política entre Brasil e Argentina

Ministro afirma que declaração foi pessoal, rebate críticas do presidente argentino e cita diferenças entre os indicadores econômicos dos dois países.

redacao Por redacao
27/07/2026 - 17:12
em Política
A A
Dario Durigan chama Javier Milei de “palhaço” após ataques a autoridades brasileiras. Ministro diz que reação foi pessoal e compara as economias de Brasil e Argentina.

Imagem: Reprodução/ Gettyimages.ru / Tomaz Silva/Agência Brasil/Tomas Cuesta/ Via RT

Compartilhar:

As divergências entre autoridades de Brasília e Buenos Aires ganharam um novo capítulo nesta segunda-feira (27). Após Javier Milei atacar integrantes do governo brasileiro durante um evento político em São Paulo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reagiu publicamente e chamou o presidente argentino de “palhaço”.

A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco. Questionado sobre as críticas feitas por Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e à condução econômica brasileira, Durigan respondeu comparando indicadores dos dois países.

“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, declarou o ministro.

A fala ampliou o desgaste político entre os dois governos, que mantêm diferenças ideológicas apesar da importância estratégica da relação comercial e da participação conjunta no Mercosul.

Leia Também

STJ derruba condenação de Dr. Aluízio em processo por improbidade na Prefeitura de Macaé

Governo Trump custeou treinamento de dirigente da RenovaBR

Mais tarde, em entrevista à GloboNews, Durigan afirmou que a manifestação não representava uma posição institucional do governo federal. Segundo ele, a resposta foi feita em caráter pessoal diante da forma como o presidente argentino se comportou durante a passagem pelo Brasil.

O ministro explicou que decidiu reagir porque Milei não teria atacado apenas autoridades brasileiras, mas também criticado diretamente a política econômica do país.

“Não tem o menor cabimento um presidente de outro país vir aqui, sem comunicação oficial, xingar as autoridades, criticar a política econômica, fazendo dancinha. Não dava para não responder”, afirmou.

Milei participou de evento em São Paulo

Javier Milei esteve no Brasil durante o fim de semana para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Durante o evento político realizado em São Paulo, o presidente argentino fez críticas a Lula e a Alexandre de Moraes. Em uma das declarações, Milei chamou o ministro do Supremo de “lixo careca” e defendeu a ampliação da presença de governos de direita na América Latina.

As manifestações aumentaram a tensão entre Brasília e Buenos Aires, cuja relação política tem sido marcada por sucessivos confrontos verbais e pelas diferenças entre Milei e integrantes do governo brasileiro.

Apesar dos atritos, Brasil e Argentina são importantes parceiros comerciais e integram o Mercosul. A recorrência de declarações ofensivas, entretanto, tem provocado desgaste diplomático e dificultado a aproximação entre os dois governos.

Dados econômicos apresentam resultados diferentes

Ao responder ao presidente argentino, Durigan citou o risco-país, a dívida pública e a inflação como exemplos de indicadores nos quais o Brasil apresentaria uma situação mais favorável.

Os números mencionados, porém, revelam cenários distintos quando analisados separadamente.

O risco-país argentino estaria em aproximadamente 430 pontos, enquanto o brasileiro se encontra próximo de 130 pontos. O indicador é utilizado por investidores para medir a percepção de risco relacionada à capacidade de um país cumprir compromissos financeiros.

Quanto maior a pontuação, maior é a insegurança percebida pelo mercado. Nesse aspecto, a Argentina apresenta um nível de risco superior ao registrado no Brasil.

A comparação relacionada à dívida pública, no entanto, não confirma integralmente a afirmação do ministro.

Dados do Fundo Monetário Internacional indicam que o endividamento argentino encerrou 2025 no equivalente a 80,3% do Produto Interno Bruto. No Brasil, a dívida pública atingiu 93,3% do PIB no mesmo período.

A proporção da dívida brasileira em relação ao tamanho da economia foi, portanto, maior do que a observada na Argentina.

Inflação permanece maior na Argentina

A diferença é mais ampla na análise da inflação. O índice argentino fechou 2025 em 31,5%, mesmo após uma desaceleração promovida pelas medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governo Milei.

No Brasil, a inflação acumulada no mesmo período ficou em 4,26%.

Apesar de continuar elevada, a inflação argentina apresentou redução após o governo implementar cortes de despesas, mudanças na política econômica e medidas voltadas à reorganização das contas públicas.

No crescimento econômico, porém, o desempenho da Argentina foi superior. O Produto Interno Bruto do país avançou 4,4% em 2025, enquanto a economia brasileira cresceu 2,3%.

Os indicadores mostram que cada país apresenta vantagens e fragilidades distintas. O Brasil possui inflação mais baixa e menor percepção de risco entre investidores, enquanto a Argentina registrou expansão econômica mais acelerada e uma dívida proporcionalmente menor em relação ao PIB.

Durigan rejeita risco de recessão

Durante a entrevista, Dario Durigan também comentou as perspectivas para a economia brasileira em 2027. O ministro rejeitou as previsões de recessão e afirmou que o país deverá continuar crescendo, embora em ritmo mais moderado.

Segundo ele, a permanência dos juros em níveis elevados poderá reduzir o consumo, os investimentos e a velocidade de expansão da atividade econômica. Esse cenário, entretanto, não representaria necessariamente uma retração do Produto Interno Bruto.

Durigan reconheceu que os juros altos afetam famílias, produtores rurais, empresas e o próprio governo, que precisa desembolsar mais recursos para financiar e renovar a dívida pública.

“Não estou dizendo que está tudo resolvido. Juros altos afetam agricultores, famílias e empresas. Eu tenho que pagar juros altos para rolar a dívida, me incomoda muito”, declarou.

O ministro defendeu a manutenção do arcabouço fiscal e a adoção de medidas destinadas a reduzir o crescimento das despesas obrigatórias. Para ele, a melhora das contas públicas e o avanço de reformas são necessários para criar condições que permitam a redução dos juros.

A equipe econômica trabalha com uma projeção de crescimento de 2% para o Brasil em 2027. Outras estimativas indicam uma expansão mais próxima de 1%.

Durigan argumentou que uma taxa menor de crescimento não pode ser classificada como recessão, situação caracterizada por uma retração da atividade econômica.

“Nossa projeção é de 2% de crescimento em 2027. Tem gente falando em 1%, mas isso não é recessão. Juros altos têm o papel de desacelerar a economia. Falar em recessão é um exagero”, afirmou.

Banco Mundial apontou recuperação argentina

A economia argentina também foi analisada pelo Banco Mundial em relatório divulgado em abril de 2026. O documento destacou o país entre as economias latino-americanas que apresentaram recuperação após a implantação de medidas de ajuste fiscal.

O organismo projetou crescimento de 3,6% para a Argentina em 2025, enquanto a estimativa para o Brasil foi de 2,2%.

Segundo a avaliação, a consolidação fiscal, as reformas econômicas e as iniciativas destinadas a atrair investimentos contribuíram para melhorar as condições financeiras e estimular a atividade argentina.

O Banco Mundial também apontou que as mudanças ajudaram a reduzir a inflação, embora o índice ainda permaneça elevado na comparação com outras economias da América Latina.

Apesar dos avanços, o relatório alertou para vulnerabilidades que continuam presentes no cenário argentino. Entre elas estão a necessidade de financiamento externo e o baixo volume de reservas internacionais.

Esses fatores poderão dificultar a manutenção do crescimento e comprometer a estabilidade financeira do país no longo prazo.

Novo desgaste entre os governos

A troca de ataques ocorre em um momento no qual Brasil e Argentina apresentam desempenhos econômicos diferentes. O Brasil registra menor inflação e menor risco-país, enquanto a Argentina teve crescimento mais acelerado e uma dívida proporcionalmente inferior em relação ao PIB.

O episódio também demonstra como as divergências econômicas passaram a fazer parte do confronto político entre representantes dos dois governos.

Ao chamar Milei de “palhaço”, Durigan acrescentou mais um elemento à relação conturbada entre o presidente argentino e as autoridades brasileiras. O ministro, no entanto, procurou afastar a declaração de uma manifestação oficial do governo federal e afirmou que a resposta foi dada em caráter pessoal.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AlexandreDeMoraes#AméricaLatina#DarioDurigan#diplomacia#DívidaPública#GovernoFederal#JavierMilei#NotíciasDoBrasil#NotíciasInternacionais#PolíticaEconômica#RelaçõesInternacionais#RiscoPaísArgentinaBrasilEconomiaInflaçãoLulaMercosulPIBPolítica
Notícia anterior

Mutirão + Saúde leva consultas, vacinação e atendimento especializado à Vila Paulina

Próxima notícia

Homem com 11 passagens é preso por tentativa de furto de livros raros

redacao

redacao

Próxima notícia
Homem apontado como especialista em furtos de livros raros é preso após tentar atingir o acervo da Casa de Rui Barbosa.

Homem com 11 passagens é preso por tentativa de furto de livros raros

Moraes concede regime semiaberto a Débora do Batom e reconhece 212 dias de remição; ela continuará cumprindo pena em prisão domiciliar.

STF pede explicações sobre falhas em tornozeleira eletrônica de Débora do Batom

COLUNISTAS

Entre palcos e palanques: o meio artístico ganha protagonismo na reta final da eleição

Fabrício Cabral
21/10/2026 05:09

Temperança marca a transição para outubro com mensagem de equilíbrio e renovação

Carlos Fracho
28/09/2026 05:56

Na mira do MPRJ: Ala inaugurada em 2024 no Hospital Manoel Carola nunca funcionou 

Douglas Fernandes
25/09/2026 04:20

Mentira e eleição: quando convencer vale mais que dizer a verdade

João Vicente
15/09/2026 08:44

Frederico Paes e o governo que tenta trocar espetáculo por entrega em Campos

Roberto Barbosa
07/07/2026 11:23

STF e autismo: quando a condição precisa ser visível para ser reconhecida

Karoline Barbosa
28/05/2026 09:10

Thiago Rangel mantém influência na Alerj mesmo após afastamento, aponta blog

Mathilde no Poder
14/05/2026 10:05

A história de Jacyr Barbetto em Campos dos Goytacazes-RJ (Parte II)

Leonardo Santos
01/05/2026 11:30

EDITORIAS

Brasil Canal VIU Cidade Concurso Cultura D+News Economia Esporte Fonte Exclusiva GEEK Mundo Opinião Política Saúde Tecnologia
Portal Viu
Universidade Candido MendesO

 

Notícias das cidades do Estado do Rio de Janeiro, com destaque para Macaé e Campos dos Goytacazes, além dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.

Conheça o Portal VIU!

E-mail: [email protected]

  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
Brasil inteiroVer por estado
Carregando dados oficiais do TSE…
Fonte: TSEAcompanhar apuração completa →

Add New Playlist