Técnicos dos Estados Unidos chegarão ao Brasil no dia 11 de fevereiro para definir um cronograma para o combate ao vírus|
Da redação |
Por meio de discurso em cadeia de rádio e TV nesta quarta-feira (03/02), a presidente Dilma Rousseff convocou a população brasileira a se engajar no que chamou de “luta urgente” contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus Zika.
Em uma gravação exibida em todos os canais abertos de televisão, Dilma insistiu que o “principal instrumento” de combate ao mosquito é evitar o nascimento do inseto. No pronunciamento, ela disse que queria transmitir uma “palavra especial de conforto” às mulheres grávidas, garantindo que o governo federal fará “absolutamente tudo” para apoiar as crianças atingidas por microcefalia, malformação em bebês que está relacionada ao vírus.
“Convoco cada um de vocês para lutarmos juntos contra a propagação do mosquito transmissor do vírus Zika”, invocou a presidenta, dizendo que o vírus se tornou uma “ameaça real aos lares de todos os brasileiros”.
“A guerra contra o mosquito transmissor do Zika é complexa, porque deve ser travada em todos os lugares e, por isso, exige engajamento de todos. Se nos unirmos, a maneira de lutar se torna simples. Não podemos admitir a derrota porque a vitória depende da nossa determinação em eliminar os criadouros”, afirmou a presidente.
Usando palavras como “repito” e “insisto” para enfatizar o apelo, Dilma pediu “cuidado contínuo” aos cidadãos: “em nossas casas, em nosso trabalho, nas nossas escolas, nos logradouros públicos, em todos os lugares, para que estes não se transformem em lares para o mosquito transmissor do vírus Zika”.
Ela mencionou as parcerias internacionais que o governo brasileiro tem feito para o desenvolvimento de vacina contra o Zika “o mais depressa possível”. Uma das pesquisas já foi acertada com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Embora tenha informado que mais de dois terços dos criadouros estejam nas residências, a presidente disse que “todos os prédios do governo” serão inspecionados. Na mensagem, ela se lembrou da ação que será feita no próximo dia 13, quando 220 mil homens das Forças Armadas percorrerão 356 municípios em busca de focos do inseto e para conscientizar os moradores.
TÉCNICOS DOS EUA
Técnicos do Centro de Controle e Combate a Doenças dos Estados Unidos chegarão ao Brasil no dia 11 de fevereiro para definir um cronograma para o combate ao vírus Zika.
A cooperação entre os dois países foi acertada entre Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Houve também entendimentos entre o ministério da Saúde brasileiro e a secretária de Saúde americana, Sylvia Burbell.
“O Brasil está tomando medidas efetivas em várias frentes. Uma delas, que é a mais importante para o futuro, é uma parceria com vários laboratórios para o desenvolvimento da vacina”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Castro.
O ministro foi a Montevidéu nesta quarta-feira (03/02) para a reunião de ministros da Saúde do Mercosul e de outros países da América Latina, como México, Colômbia, Peru, Suriname e Venezuela.
A questão do vírus Zika no Brasil está “sob controle”, disse Castro, reafirmando que, apesar da redução de gastos do governo, não faltará dinheiro para o combate à doença.
Ele voltou a afirmar que a principal frente de combate “imediata” contra o vírus continua a ser “a união dos esforços” para a eliminação dos locais de reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Em sua apresentação no encontro, Castro anunciou que o Brasil fornecerá treinamento a agentes de saúde do Mercosul, para que possam fazer um diagnóstico mais rápido da contaminação pelo vírus Zika, com procedimentos desenvolvidos por especialistas brasileiros.
“Temos o desafio de reforçar o sistema de vigilância na região. Para isso, o Brasil quer compartilhar a sua experiência e receber equipes interessadas neste conhecimento”, disse o ministro.
O Brasil confirmou 17 casos de microcefalia e/ou anomalias do sistema nervoso central relacionados ao vírus Zika, entre os 404 casos registrados. Ainda estão sendo investigados pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias estaduais de Saúde 3.670 casos suspeitos de microcefalia, de acordo com boletim divulgado nesta terça-feira (02/02) pelo ministério.
*Com informações da Agência Brasil








