Empresário que vive em Miami é acusado de movimentar até R$ 1,2 milhão de propina para esquema de Sérgio Cabral;
Interrogado pelo juiz da da 7ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, o homem apontado como operador financeiro do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, afirmou que um dos esquemas de popina de fornecedores do Estado chegou a movimentar até R$ 1,2 milhão por mês.
O relato é de Carlos Miranda (foto acima), que foi preso na Operação Unfair Play. Ele apontou a movimentação financeira do empresário Arthur Menezes Soares Filho, conhecido como Rei Arthur. A propina, segundo Miranda, era uma forma de garantir que as empresas de Arthur, do setor de serviços, ganhassem contratos no estado.
Já o doleiro Renato Chebar, que foi réu colaborador durante o processo, confirmou que repassava dinheiro a mando de Cabral, para uma conta bancária chamada Matlock, no banco EVG, no paraíso fiscal de Antígua e Barbudas, e atuava como procurador, podendo movimentar recursos.
O operador Enrico Machado trabalhava no EVG e confirmou que houve entrada de cerca de US$ 11 milhões na conta Matlock. Rei Arthur teve sua prisão pedida por Bretas e atualmente estaria em uma mansão de sua propriedade, em Miami, nos Estados Unidos.
*Agência VIU! com EBC








