O presidente Jair Bolsonaro pretende congelar os salários de todos os servidores federais, estaduais e municipais até o final de 2021.
Em reunião virtual com governadores nesta quinta-feira (21), Bolsonaro pediu apoio para adotar a medida que ele define como “o remédio menos amargo” para enfrentar a crise.
“É bom para o servidor, porque o remédio é o menos amargo, mas é de extrema importância para todos os 210 milhões de habitantes”, disse.
O presidente destacou que os trabalhadores da iniciativa privada estão perdendo empregos na crise ou sofrendo corte salarial e que a renda dos trabalhadores informais também caiu por causa da pandemia do novo coronavírus.
AJUDA FINANCEIRA
De acordo com a Folha de São Paulo, o presidente anunciou que irá sancionar o pacote de socorro financeiro aos estados e municípios, estimado em R$ 125 bilhões, com quatro vetos. Um deles é ao trecho que abre brecha para que algumas categorias do funcionalismo recebam novos reajustes.
Recentemente o Congresso aprovou um pacote de aproximadamente R$ 125 bilhões de auxílio aos governadores e prefeitos.
A única contrapartida, o congelamento salarial do funcionalismo, foi flexibilizada com o apoio de Bolsonaro. Isso expôs uma disputa interna do governo sobre o controle de gastos públicos.
Ao permitir reajuste a algumas corporações, como policiais federais, Forças Armadas, profissionais da saúde e professores, mesmo durante o período de crise econômica, a articulação da ala política do governo foi contrária à orientação do ministro Paulo Guedes (Economia), que pretende congelar os salários de todas as categorias no serviço público.








