O 5º reajuste dos combustíveis anunciado nesta segunda-feira (1º) pela Petrobras gerou forte reação entre as lideranças dos caminhoneiros, que voltaram a falar em deflagração de uma greve.
A última paralisação da categoria se deu no ano de 2018, durante o governo Michel Temer.
O reajuste da gasolina, que será de 4,7%, e do diesel (5%) acontece uma semana depois do presidente Jair Bolsonaro pedir a demissão do CEO da Petrobras, Roberto Castello Branco. Enquanto isso, o aumento passa a vigorar a partir desta terça-feira (02).
O presidente Sindicato dos Transportadores de Autônomos de Carga de Guarulhos e Região (Sinditac), Luiz Fernando Galvão, admite que a medida causa um forte impacto no setor e destaca que alguns caminhoneiros não conseguem abastecer os veículos com o preço do frete.
“O impacto negativo acontece só para o autônomo, porque as empresas têm como se bancar. Então, o afetado diretamente é o motorista autônomo, que ganha 40% do valor do frete e com o reajuste não conseguirá abastecer o veículo”, explicou.
A Política de preços praticada pela Petrobras desde 2016, no governo Temer, é desastrosa para os consumidores.
A estatal orienta sua política pelo Preço da Paridade Internacional (PPI), igualando os valores praticados nas refinarias do país à cotação internacional do barril do petróleo, cuja referência é o dólar.
Desta forma a empresa sacrifica o mercado consumidor e prioriza a lucratividade dos investidores e o pagamento de dividendos.








