Em 2012, Conselho puniu o ex-corregedor do Tribunal de Justiça do Rio com aposentadoria compulsória;
As mais recentes intervenções do juiz a Comarca de Campos-RJ, Glaucenir Oliveira, não terminará bem. É o que afirma um repórter muito bem informado e com bom trânsito entre a alta cúpula da Suprema Corte, em Brasília. Os ataques ao ministro Gilmar Mendes mexeu com todos e colocou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em situação extremamente delicada.
NA IMAGEM ACIMA – Roberto Wider, ex-corregedor Geral de Justiça do Rio, punido com aposentadoria compulsória pelo CNJ em fevereiro de 2012.
A Corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral caminha no mesmo compasso de rigidez. Em situação delicadíssima ficou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que manteve todas as sentenças aplicadas pelo juiz de primeira instância no caso do ex-governador Anthony Garotinho e cujos desembargadores chegam a ser chamados no áudio de “nossos amigos do TRE”.
Oliveira entrou no olho de um furacão na semana que antecedeu o natal, por conta de um áudio de Whatsapp atribuído ao juiz. O áudio fala cobras e lagartos de Gilmar Mendes. Entre outras coisas, afirma que para conceder um Habeas Corpus a Anthony Garotinho e demais réus na Operação Caixa D’ Água, “a mala foi grande”, insinuando que o ministro recebeu dinheiro para proferir a decisão.
Não é a primeira vez que um membro do judiciário do Rio de Janeiro vai suscitar uma postura dura do CNJ. Em fevereiro de 2012, por 12 votos a dois, o Conselho puniu (ou premiou) com aposentadoria compulsória, a pena máxima em um processo disciplinar, o desembargador do Tribunal de Justiça Roberto Wider.
Ele foi condenado (veja só) por ter nomeado para comandar cartórios do Rio dois advogados sem a necessidade de aprovação em concurso público. Wider, que foi corregedor geral de Justiça do Rio, estava afastado de suas funções desde janeiro de 2010, quando o CNJ abriu o processo administrativo contra ele. Agora o áudio supostamente com voz do juiz, insinua que o ministro da Suprema Corte cometeu ato de corrupção passiva. Ou seja, o ministro teria vendido sentença. Glaucenir até o presente momento não desmentiu a autoria do áudio, assim como não assumiu. Caso seja verdade, é algo de uma gravidade que pouca gente imagina.








