O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, depois de participar na manhã de hoje de uma motociata em Porto Alegre. Em discurso para apoiadores, Bolsonaro disse que Barroso não deveria ser ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) por, em sua visão, “defender bandeiras”.
Sem apresentar qualquer evidência, o presidente disse que o ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal) defende a pedofilia e não deveria estar na Corte. Afirmou que o lugar dele é no Congresso, onde pode defender as suas opiniões.
As declarações de Bolsonaro foram feitas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O presidente participou de “motociata” com apoiadores.
“Ministro esse que defende a redução da maioridade para estupro de vulnerável, ou seja, a pedofilia é o que ele defende. Ministro que defende a legalidade das drogas. Com essas bandeiras todas, ele não devia estar no Supremo. Devia estar no Parlamento. Lá é o local de cada um defender a sua bandeira“, afirmou o presidente.
Bolsonaro disse que o valor mais alto da nação é a liberdade, e que não vão passar por cima da democracia. “Hoje vocês têm um presidente que acredita em Deus, respeita os seus militares, respeita a família e deve lealdade ao seu povo. Deus, pátria e família“, afirmou. “O meu exército, que são vocês, tudo fará para que a nossa Constituição com todos os seus artigos e incisos sejam cumpridos“, completou.
No discurso, Bolsonaro declarou ainda que o Barroso quer “a roubalheira e a falta da impunidade através da fraude eleitoral“.
LULA X BOLSONARO
O presidente criticou a pesquisa DataFolha, que mostrou o petista com 58% das intenções de voto no 2º turno das Eleições presidenciais de 2022. O levantamento confirma o PoderData, que mostra a vantagem de Lula para Bolsonaro.
“Se aquele de 9 dedos tem 60%, segundo o DataFolha, vamos fazer o voto impresso e auditável para ver se ele ganha no 1º turno”, afirmou.
CORRUPÇÃO
Bolsonaro criticou a mídia e congressistas que tentam imputar a ele o crime de corrupção nos contratos para a compra da vacina Covaxin. Disse que não gastou 1 centavo com o imunizante e que seu governo não tem um caso de corrupção em 2 anos e meio.
“Um real sequer foi pago, porque temos filtro. Temos controle. Além dos nossos filtros, tem a CGU [Controladoria-Geral da União] e o TCU (Tribunal de Contas da União). Se acontecer um dia em algum ministério, estatal ou banco oficial, nós seremos os primeiros a tomar iniciativa no tocante a isso“, disse.
Citou que houve, nos governos anteriores, roubo na Caixa, Correios, Petrobras e BNDES. “O nosso governo não permitirá esse retrocesso“, afirmou.
OTTO ALENCAR
O presidente também mandou um recado para o senador Otto Alencar (PSD-BA), que disse estar com covid-19. “Vou ficar marcando ele. Quero ver se ele vai ficar em casa e sentir falta de ar para procurar um médico e tomar cloroquina e hidróxicloroquina”, afirmou.
Sem citar a fonte, disse que “estudos internacionais avançados” indicam que 60% das mortes no mundo poderiam ter sido evitadas com o tratamento precoce contra a covid-19.
PANDEMIA
Bolsonaro voltou a dizer que não fechou o comércio ou implementou o lockdown. Disse que a pandemia de covid-19, “se Deus quiser”, está chegando ao fim.
“Sempre disse que problemas teremos e devemos enfrentá-lo. Não é ficar de baixo da cama ou dentro de casa que nós resolvemos nossos problemas. A pandemia ataca, sim, e mata. Reconhecemos. Agora, devemos preservar os mais idosos e os que têm comorbidades, e não generalizar o seu procedimento. Porque a fome, a miséria e o desemprego também leva a morte”, afirmou.
O presidente disse que não se omitirá para os temas da nação. “Pior do que uma decisão não tomada, é uma indecisão“, disse.
As informações são do Poder 360








