Uma falsa médica foi presa em flagrante ontem (30) no bairro de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, durante uma consulta. Ela utilizava o CRM de uma profissional com o mesmo nome e foi presa após a verdadeira médica marcar uma consulta.
O que aconteceu:
Marcela Gouveia se apresentava como esteticista e utilizava o CRM de uma médica com o mesmo nome para solicitar exames e receitar medicações aos pacientes. Em suas redes sociais, em palestras e participações em eventos, ela também apresentava um CRF, identificação do Conselho Regional de Farmácia.
A verdadeira médica recebeu uma denúncia pela internet de que outra pessoa se passava por ela para realizar consultas. Uma paciente procurou por uma consulta com a falsa médica e, após fazer uma pesquisa, descobriu que Marcela estava utilizando dados de outra profissional.
Diante da situação, a profissional agendou uma consulta com a falsa médica e acionou a Polícia Civil, que a acompanhou durante a consulta; Quando Marcela iria utilizar o carimbo com o CRM da verdadeira médica, os policiais realizaram a prisão em flagrante por exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica.
A falsa médica foi conduzida para a 3ª Delegacia Seccional da zona Oeste e confessou o crime. O UOL tentou contato com a clínica por e-mail e WhatsApp, mas não obteve retorno. Marcela afirmou que usava o CRM da verdadeira profissional, pois estava na metade do curso de Medicina e, por isso não via problemas em utilizar o registro profissional da médica.
A suspeita também atuava como influenciadora de estética nas redes sociais, tendo mais de 86 mil seguidores. Apesar da atuação nas redes sociais, o perfil da falsa médica foi fechado após a prisão; Em suas redes sociais, a falsa médica declarava ser palestrante da Merza, uma das maiores empresas de produtos de estética e muito conceituada no mercado. Entre os produtos mais conhecidos, estão a toxina botulínica mais famosa do mercado, produtos para preenchimentos, bioestimulador, entre outros. A reportagem entrou em contato com a Merz para confirmar a veracidade de sua participação, mas não teve retorno.
Questionado, o CREMESP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) não informou sobre a especialidade da médica que teve o CRM usado, e disse apenas que “o exercício ilegal da medicina é um caso de polícia”. O Conselho também ressaltou que possui um Guia Médico em seu site, no qual pacientes podem checar se o profissional que faz o atendimento é médico e se possui o registro regular no conselho. Para acessar, clique aqui.
Com informações do UOL.








