Filho do ex-governador Garotinho foi citado em reportagem da Folha da Manhã como investigado na Operação Vale Voto
Da redação
Uma nota publicada recentemente no Jornal Folha da Manhã passou escondidinha aos olhos de seus leitores, mas não escapou as provocações de internautas atentos nas redes sociais. O texto é um incômodo pedido de desculpas ao ex-presidente do diretório municipal do PR em Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho (na foto acima, ao lado do pai).
Filho do ex-governador Anthony Garotinho, Wladimir foi citado em reportagem do jornal que circula na cidade de Campos dos Goytacazes, berço da família Garotinho, como investigado durante a Operação Vale Voto, que apurava o uso do programa de renda mínima Cheque Cidadão para fins de captação ilícita de sufrágio durante o governo Rosinha Garotinho.
Só que Wladimir não ocupava cargo público no governo da mãe e o seu nome nunca constou na lista de investigados. Portanto, a citação é mais um flagrante erro de imprensa cujo pedido de desculpas se deu por meio de uma pequena nota intitulada “Erramos”. É o que se poderia chamar de mais m capítulo da série “a mídia nativa envergonhada”.
Durante a Operação Vale Voto, quando a imprensa local também de forma imprudente especulou que Wladimir Garotinho seria preso, o filho da então prefeita chegou a entrar com um pedido de habeas corpus preventivo.
No curto espaço de tempo ficou comprovado que a mídia local, que nos últimos anos trocou a experiência de repórteres por uma significativa parcela de colaboradores sem qualquer remuneração e vinculada a partidos políticos, mergulhou numa sucessão de erros primários. Com isso, passou a viver entre o fato e a especulação. Wladimir foi vítima da especulação.
A Folha da Manhã nutre um ódio incontido contra o ex-governador Anthony Garotinho. Basta uma análise superficial em todas as reportagens e editoriais. Sem exageros: 100% do conteúdo do jornal e do site traz agenda negativa contra o ex-governador, muitas vezes, sem direito ao contraditório. A regra (pasmem!) não poupa a família.
É o triste fim de uma imprensa que vive tempos de agonia, com empobrecimento editorial, queda abrupta no faturamento e distanciamento de leitores. A imprensa tradicional na cidade de Campos, protetorado da república do conhaque (quem diria!) nivelou-se ao que há de pior no mundo virtual.








