Falta de medicamentos e papel higiênico nas Unidades Básicas; no Hospital Ferreira Machado paciente com AVC é atendida no corredor
A falta de medicamentos e insumos nas unidades básicas de saúde de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, tem se tornado rotina. Diante do silêncio de uma parcela significativa da mídia local, que sempre se notabilizou pelo governismo em troca de publicidade oficial, os perfis no Facebook e grupos de Whatsapp sãos as plataformas escolhidas para as denúncias de servidores e comunidade.
O grupo RB (mantido pelo jornalista Roberto Barbosa) no Whatsapp recebe diariamente dezenas de denúncias. Uma delas foi endereçada por funcionários da Unidade Básica de Saúde do bairro Ururaí, na periferia da cidade.

A mensagem denúncia falta de água, papel higiênico e outros insumos. Em plena temporada de verão, com dias em que a temperatura atinge uma sensação térmica de 40 graus na cidade, os relatos destacam falta água para consumo tanto para os funcionários quanto para os pacientes.
Já no Hospital Ferreira Machado, que também funciona com pronto socorro, o usuário do sistema de saúde Iago Santos denuncia o descaso no atendimento a sua tia idosa.
Ele é deficiente visual e relata que a paciente sofreu um AVC, foi atendida no corredor e recebeu alta apenas para que a unidade acomodasse outra paciente que estaria chegando.
“Isso é uma covardia. Ela não recebeu um único medicamento. Prefeito Rafael Diniz, o senhor disse que seria tudo diferente. Vejo que está sendo mesmo diferente, mas para pior”, diz um trecho do áudio.
Enquanto isso, ainda vigora um decreto oficial suspendendo compras por um prazo de 90 dias.








